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tera, 22 de outubro de 2019

PAN DE LIMA

Do judô à vela, os 14 ouros mais relevantes do Pan rumo à Tóquio

Rafaela Silva (judô), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Isaquias Queiroz (canoagem velocidade) e Hugo Calderano (tênis de mesa) vão em busca de pódio nas próximas Olimpíadas

Por: Por Rodrigo Breves, G112/08/2019 às 11:06
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InfoEsporteInfoEsporteFoto: InfoEsporte

O desempenho do Brasil no Pan sempre dá esperança aos torcedores em relação às medalhas nas Olimpíadas no ano seguinte. Em 2020, a festa do esporte vai ser em Tóquio, no Japão. Pensando nisso, o GloboEsporte.com analisou cada medalha de ouro da delegação verde-amarela em Lima 2019 dando o peso que cada uma delas tem no cenário Foram dias de vitórias consagradoras, derrotas inesperadas e que criaram expectativa para o que vai acontecer no ano que vem. Alguns esportes como o taekwondo e a canoagem slalom mostraram que têm atletas competitivos, enquanto os tradicionais judô e vela, que sempre garantem medalhas ao Brasil em Jogos Olímpicos, seguem com nomes fortes. Fique atento aos 14 medalhistas dourados de Lima que são candidatos a pódio no ano que vem.

MARTINE GRAEL E KAHENA KUNZE (VELA/49erFX)

Kahena Kunze e Martine Grael levam o ouro na 49er da vela do Pan de Lima — Foto: Jonne Roriz / COB

Atuais campeãs olímpicas na classe 49erFX, da vela, Martine Grael e Kahena Kunze passearam sobre as adversárias no Pan e vão chegar como grandes favoritas ao ouro em Tóquio 2020, por isso foram a única avaliação cinco estrelas. A dupla brasileira é líder do ranking mundial, venceu duas etapas recentes da Copa do Mundo e, em 2014, foi também campeã mundial. Depois de ficarem um tempo separadas para realizar projetos pessoais após a conquista na Rio 2016, elas retornaram no Mundial de 2018, na Dinamarca, e, sem o entrosamento perfeito, ficaram em quarto lugar, resultado que dá para se considerar normal diante das circunstâncias.

A classe de Martine e Kahena já está classificada para as Olimpíadas, e elas são as titulares absolutas e incontestáveis. O próximo desafio pós-Pan começa já na próxima quinta-feira, dia 15 de agosto, no evento-teste em Enoshima, que será a raia olímpica no ano que vem. Logo depois, a primeira etapa da Copa do Mundo 2019-2020 se inicia no mesmo local. Outra preparação importante vai se dar em novembro em Auckland, na Nova Zelândia, no Mundial das classes 49er e 49erFX, sem contar as demais etapas de Copa do Mundo já em 2020. As brasileiras irão colocar a sua posição de número 1 do mundo à prova para chegar com força máxima nos Jogos Olímpicos.

DARLAN ROMANI (ATLETISMO/ARREMESSO DE PESO)

Darlan Romani na final do arremesso de peso do atletismo do Pan de Lima 2019 — Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

Não há febre de 40°C capaz de impedir os arremessos de peso perfeitos de Darlan Romani. Mesmo doente, ele dominou a prova no Pan de Lima para ganhar o título pan-americano. É possível afirmar que hoje ele é a maior esperança de pódio para o atletismo brasileiro em Tóquio 2020. Em Lima, sua melhor marca foi 22,07m, que seria prata nas Olimpíadas do Rio 2016 e ouro no Mundial de Londres em 2017. Seu desempenho mais impressionante, no entanto, foi na etapa da Califórnia da Diamond League (circuito mundial de atletismo), em junho passado, quando atingiu 22,61m, marca acima do recorde olímpico.

Darlan estará nos Jogos Olímpicos seja pelo ranking mundial, já que é o segundo colocado, seja pelo índice técnico da Confederação Brasileira, que ainda não divulgou seus critérios para a convocação oficial da equipe para 2020. Seus grandes rivais são o neozelandês Tomas Walsh, atual campeão mundial, e os americanos Ryan Crouser, ouro na Rio 2016, e Darrell Hill. O grande desafio do brasileiro antes de Tóquio é o Mundial de Doha, no Catar, no fim de setembro de 2019.

MAYRA AGUIAR (JUDÔ/ATÉ 78kg)

InfoEsporte

Último ouro do Brasil no Pan 2019 e único conquistado neste domingo, faltava a avaliação da judoca Mayra Aguiar, após levar um ouro que ainda lhe faltava no currículo. A brasileira teve uma parada dura na final e só foi garantir o título no Golden Score, que é uma prorrogação da luta. Mayra é a número 1 do mundo, e a cubana Kaliema Antomarchi é a 11ª com medalhas em Mundial e Grand Slam no currículo. Antes disso, a brasileira passou fácil pela americana Nefeli Papadakis (31ª) e pela venezuelana Karen Leon (37ª).

Mayra Aguiar está nas disputas de alto nível há alguns anos e já tem dois bronzes olímpicos na coleção, além de dois títulos mundiais, sem contar uma penca de medalhas em torneios importantes internacionais. O ouro olímpico em Tóquio 2020 é um sonho bastante possível para a judoca. Após o terceiro lugar na Rio 2016, ela teve dois momentos distintos nos Mundiais do atual ciclo olímpico: foi campeã na Hungria em 2007 e caiu nas oitavas no Azerbaijão em 2018. O grande teste final antes das Olimpíadas está marcado para o fim deste mês no Mundial do Japão.

 

RAFAELA SILVA (JUDÔ/ATÉ 57kg)

Rafaela Silva na final pelo judô no Pan de Lima — Foto: Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

De judoca para judoca, Rafaela Silva foi outra a dar um show de técnica, paciência e agressividade na hora certa para, enfim, ganhar uma medalha dourada em Jogos Pan-Americanos. Parece pouco para quem é a atual campeão olímpica da categoria até 57kg e também tem um título mundial na sala de troféus particular, mas a determinação que ela demonstra a cada torneio prova que ela continua querendo mais. A brasileira é atualmente a quinta colocada no ranking mundial e, com um título de Grand Slam na temporada 2019, a tendência é seguir crescendo até o ano que vem.

 

Assim como para Mayra, o grande desafio para Rafa antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio é o Mundial do fim deste mês de agosto exatamente na mesma cidade em que buscará a glória olímpica em um ano. Rafaela não foi bem nos Mundiais de 2017 e 2018, ficando bem longe das disputas por medalhas. Mas, num ritmo melhor em 2019, a expectativa é que ela tenha um desempenho superior agora. O Pan foi o primeiro passo até o bicampeonato olímpico.

ISAQUIAS QUEIROZ (CANOAGEM VELOCIDADE/C1 1000m)

Isaquias é ouro no C1 1000 no Pan de Lima — Foto: Flávio Florido / Lima 2019

Isaquias Queiroz garantiu: "Administrei a chegada". A força do craque brasileiro da canoagem velocidade está mesmo em dia, tanto que ele venceu o Pan no C1 1000m e não pareceu fazer grande força para tal. O canoísta, dono de três medalhas olímpicas e várias mundiais, dificilmente fica fora do pódio em Tóquio 2020. A regularidade a cada ano vai credenciando Isaquias a seguir no grupo dos três melhores do mundo com o alemão Sebastian Brendel e o tcheco Martin Fucksa, que vão se alternando nas três primeiras colocações.

A atuação no Pan de Lima com tranquilidade para vencer uma prova que exige tanto esforço cria expectativa de que ele pode ir além da prata conquistada na Rio 2016. Para isso, vai ter que baixar da casa de 3m42s ou 3m43s para manter a sua presença constante nos pódios das principais competições internacionais. O próximo desafio é na cidade de Szeged, na Hungria, onde acontece o Mundial de 2019 a partir do dia 21 de agosto. As vagas olímpicas também serão distribuídas neste torneio, e Isaquias pode carimbar logo o seu passaporte rumo a Tóquio.

 

ANA MARCELA CUNHA (MARATONA AQUÁTICA/10km)

Ana Marcela Cunha em ação no Pan de Lima nas águas abertas — Foto: Wander Roberto/COB

Foram mais de 30 segundos à frente da segunda colocada para Ana Marcela Cunha ser ouro nos 10km da maratona aquática no Pan. A prova pode não ter sido das mais desafiadoras para a campeã mundial dos 5km e dos 25km, mas aumentou as suas conquistas com uma medalha que ela ainda não tinha. Já garantida nas Olimpíadas de 2020 por ter ficado entre as dez primeiras da prova no Mundial de Gwangju, no mês passado, a maratonista vai chegar a Tóquio como uma das favoritas, e os Jogos Pan-Americanos foram mais uma etapa bem sucedida nesta preparação.

Na temporada 2019, Ana Marcela venceu simplesmente três das quatro etapas que disputou no Catar, em Portugal e na Hungria, e foi prata na outra em Seychelles. A brasileira é atualmente a terceira colocada do ranking mundial, já que não disputou as duas últimas etapas do circuito, justamente para focar nos Jogos Pan-Americanos e um título inédito para a sua carreira. A temporada de águas abertas segue entre a Europa e a Ásia até setembro, e a brasileira vai em busca de mais vitórias para chegar com moral nas Olimpíadas.

 

BRUNO FRATUS (NATAÇÃO/50m LIVRE)

Bruno Fratus em ação no Pan-Americano Lima 2019 — Foto: Reuters

Foi o primeiro ouro individual de Bruno Fratus em disputas no Panem momento em que ele se transforma no maior candidato da natação brasileira a aspirar a um pódio olímpico em Tóquio 2020. Seu foco nos 50m livre tem se mostrado correto ao longo dos anos, já que ele foi para o terceiro Mundial seguido em Gwangju, no mês passado, em que garante uma medalha: são duas pratas neste ano e em Budapeste 2017, e um bronze em Kazan 2015. Na Hungria, há dois anos, ele marcou 21s27, tempo que daria o ouro na Rio 2016, mas que, com o americano Caeleb Dressel atualmente nadando para 21s04, a prata já seria muito bem-vinda.

Diferentemente do final do ciclo olímpico dos Jogos do Rio, quando sofreu com uma lesão em sua lombar, Fratus está saudável e tem feito economias para chegar aos Jogos Olímpicos em sua melhor forma. No segundo semestre do ano passado, ele passou por uma cirurgia no ombro esquerdo e ficou ausente de competições - voltou a competir em um grande torneio apenas no Troféu Brasil/Maria Lenk, em abril. O físico em dia pode ser um importante aliado na luta por sua primeira medalha olímpica.

HUGO CALDERANO (TÊNIS DE MESA/INDIVIDUAL)

Hugo Calderano na final do Pan — Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

O fenômeno brasileiro do tênis de mesa teve que vencer chinês naturalizado para ser bicampeão do Pan em Lima, aos 23 anos, mas Hugo Calderano já venceu até chinês legítimo na sua consolidação no cenário mundial do esporte, que o levou a ocupar hoje a sexta posição no ranking mundial. A vitória nos Jogos Pan-Americanos o garantiram em Tóquio 2020, quando vai poder testar para valer a sua ascensão e a possibilidade real de buscar uma medalha olímpica.

No Mundial deste ano, por exemplo, o brasileiro vinha passando bem pelo torneio, mas encarou o chinês campeão olímpico Ma Long nas oitavas e não conseguiu avançar. No Aberto do Catar, em 2018, ele chegou à decisão depois de bater dois jogadores que se encontram melhor ranqueados do que ele no momento: Tomokazu Harimoto, do Japão, e Lin Gaoyuan, da China. Outro chinês e atual segundo do mundo, Fan Zhendong, superou Calderano na final. Dois torneios muito importantes ainda estão no radar do brasileiro neste segundo semestre: o Aberto da Alemanha, em outubro, e o Aberto da Áustria, em novembro.

EQUIPE MASCULINA (ATLETISMO/4x100m RASOS)

Paulo André recebe o bastão para levar o Brasil ao ouro no 4x100m rasos — Foto: Reuters

Eles assombraram o mundo ao superar o time americano na disputa do 4x100m rasos do Mundial de Revezamentos em Yokohama, no Japão, em maio passado, e cumpriram a missão de se manter em alta no Pan ao garantir a vitória com tranquilidade. A equipe formada por Rodrigo Nascimento, Jorge Vides, Derick de Souza e Paulo André está entrosada e já se mostrou capaz de ficar à frente dos melhores do mundo. A equipe americana no Mundial, por exemplo, tinha Justin Gatlin, Noah Lyles, Isiah Young e Michael Rodgers, sendo que esse último também estava em Lima e já se acostumou a ver o Brasil chegar na frente.

A fantástica conquista da prata nas Olimpíadas de Sidney na pista fará 20 anos em Tóquio (o bronze de Pequim foi herdado pelo doping de Nesta Carter no revezamento da Jamaica), e uma boa forma de homenagear o feito histórico é com um novo feito histórico. Os brasileiro são capazes, e a equipe feminina, igualmente campeã do Pan de Lima, também pode surpreender. Os dois revezamentos podem garantir vaga olímpica no mês de setembro no Mundial de Doha, no Catar, já que os oito finalistas irão se garantir na próxima Olimpíada.

FRANCISCO BARRETTO (GINÁSTICA ARTÍSTICA)

Chico Barreto é ouro no cavalo com alças — Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Jogos Pan-Americanos não são Olimpíadas, mas um atleta da ginástica artística que deixa Lima com três ouros precisa entrar no radar como capaz de voos mais altos. Francisco Barretto iniciou sua jornada em Lima ajudando a equipe masculina a superar os Estados Unidos, depois foi o melhor no cavalo com alças, e fechou com uma apresentação perfeita na barra fixa. As apresentações do cavalo com alças lhe renderiam um ótimo quinto lugar no Mundial de Doha, no ano passado, e, na barra fixa, Chico conseguiria o bronze. Se ele não é um favorito ao pódio em Tóquio 2020, certamente é um dos nomes fortes na briga para chegar lá.

Na barra fixa, seu principal aparelho, Chico Barretto teve 14,566 pontos, que foi a quinta melhor nota da temporada 2019. No Mundial de Stuttgart, na Alemanha, que está marcado para outubro próximo, o brasileiro vai para a sua prova principal como quarto do ranking mundial. Destacando-se na principal competição do ano vai credenciar de vez o ginasta brasileiro a ser medalhista olímpico no Japão.

 

MILENA TITONELI (TAEKWONDO/ATÉ 67kg)

Milena Titoneli é ouro no taekwondo no Pan de Lima — Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

Milena Titoneli se transformou no principal nome do taekwondo neste Pan, um dos esportes que mais cresceu neste ano pré-olímpico em termos de resultados e pode ser uma boa fonte de medalhas para o Brasil em Tóquio 2020. Em Lima, a atleta paulista não teve vida fácil e, na grande final, encarou, por exemplo, a americana Paige McPherson, que é a número seis no ranking mundial; a brasileira é a 16ª.

Milena já havia feito uma campanha excelente ao conquistar o bronze no Mundial de Manchester, em maio deste ano. McPherson não foi a única top 10 que a brasileira venceu em 2018, já que a croata Matea Jelic (5ª) e a sul-coreana Kim Jan-Di (8ª) também não resistiram aos golpes certeiros da brasileira, que só foi parada na semifinal pela atual número 1 do mundo Nur Tatar, da Turquia. O caminho para a medalha olímpica é bem possível pelo que Milena Titoneli tem feito até agora, mas, se estiver no dia perfeito, como aconteceu no Pan, tudo pode acontecer.

 

ANA SÁTILA (CANOAGEM SLALOM/C1)

Ana Sátila, canoagem slalom, no Pan de Lima — Foto: Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

Se a canoagem velocidade tem Isaquias, a figura de Ana Sátila desponta de vez na canoagem slalom no atual ciclo olímpíco. No Pan, ela foi perfeita, vencendo a prova olímpica do C1 e a não-olímpica do K1 extremo. Suas adversárias em Lima não tinham grandes resultados, mas a brasileira administrou a pressão do favoritismo, não cometeu erros e saiu consagrada. Ana é atualmente a terceira do ranking mundial e vem se destacando entre as melhores do mundo há pelo menos seis anos, o que a coloca fortemente na briga por um pódio em Tóquio 2020.

O C1 do slalom, especialidade de Ana Sátila, vai estrear nos Jogos justamente em Tóquio; na Rio 2016, ela competiu no K1, mas ficou na 17ª colocação. No C1, a história é bem diferente. A brasileira é uma das pioneiras na categoria, foi bronze no Mundial de 2017 e sexta colocada no ano passado. No fim de setembro, Ana pode garantir sua vaga olímpica no Mundial de La Seu D'Urgell, na Espanha, quando as 11 melhores do C1 e as 18 melhores do K1 carimbam passaporte para o Japão.

 

EQUIPE DE SALTOS (HIPISMO)

Marlon Zanotelli em ação no hipismo saltos do Pan de Lima — Foto: Alexandre Loureiro/COB

Há alguns anos, a equipe de saltos não dava tanta impressão de que estava ajustada para apresentações que pudessem garantir uma medalha olímpica ao hipismo brasileiro, que não vem desde Sidney 2000. O ouro no Pan, que não vinha desde 2007 no Rio, já garantiu a presença do time completo para as Olimpíadas de Tóquio. O mais importante, porém, foi a forma como os cavaleiros atuaram em Lima, zerando pistas nos momentos decisivos e com um destaque mais que especial para Marlon Zanotelli, que levou a douradinha no individual com dois percursos zerados na final. São atuações desse nível que colocam uma equipe no páreo para o pódio.

Sem se preocupar mais com vaga olímpica e podendo analisar bem os nomes a serem convocados para os Jogos de 2020, existindo inclusive a possibilidade do retorno do campeão olímpico Rodrigo Pessoa, a comissão técnica vai ter que acompanhar bem cada conjunto de cavaleiro e cavalo aptos a defender o Brasil para montar um time realmente competitivo e sem cometer injustiças. O Brasil já ganhou uma etapa da Copa das Nações na Europa neste ano com uma equipe diferente da que venceu o Pan com apenas Pedro Veniss em comum.

 

BEATRIZ FERREIRA (BOXE/ATÉ 60kg)

Beatriz Ferreira, a Bia, é ouro no boxe no Pan de Lima — Foto: Jonne Roriz/COB

O Brasil ganhou a sua primeira campeã pan-americana de boxe em Lima com a vitória de Bia Ferreira na categoria até 60kg e, neste momento, ela é a principal aposta para repetir o feito de Robson Conceição, medalhista dourado na Rio 2016. Com o boxe feminino ganhando mais espaço nos Jogos Olímpicos de Tóquio, crescendo de três para cinco categorias, mais lutadoras ganharam chance de mostrar seu talento, e Bia já mostrou que não se intimida diante de um desafio. A americana Rashida Ellis a venceu no pré-pan, ela deu o troco na semifinal do Pan para depois assegurar o ouro contra a argentina Dayana Sánchez.

Em torneios preparatórios no ano passado, Bia chegou a vencer duas medalhistas olímpicas. Mas, no Campeonato Mundial, acabou perdendo na segunda luta para uma sul-coreana que, na época, era campeã asiática. A classificação para Tóquio passa por mais um desafio continental entre janeiro e abril de 2020 e ainda há uma segunda chance no pré-olímpico mundial, marcado para maio.

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