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segunda, 22 de abril de 2019

SUPERAÇÃO

Após ter perna amputada em acidente de moto, Joel desenvolve projeto que salva vidas

Projeto social premiado nacionalmente atende adolescentes e vítimas do trânsito

Por: TERO QUEIROZ28/03/2019 às 14:15
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Foto: Reprodução/Divulgação/Wesley Ortiz

O Projeto Amigos do Joel, hoje um dos mecanismos sociais de referência em Mato Grosso Sul, na área da promoção humana, da afirmação dos direitos da pessoa e da inclusão. O nome é referência ao seu idealizador, Joel Lídio Faustino, que após nove anos dirigindo ônibus do transporte coletivo teve que largar a profissão, isso porque, num acidente de moto, teve uma das pernas amputadas.

O acidente não foi encarado por Joel como uma tragédia. Convicto de suas capacidades, Joel criou uma nova perspectiva de vida, decidiu usar o olhar do bem e viu as dores e angústias das pessoas excluídas social e economicamente, gente à procura de oportunidades, de respeito ou, muitas vezes, apenas de um abraço.

Ainda sem conseguir sua perna mecânica, Joel iniciou a o desenvolvimento do projeto "Amigos do Joel", que viria a se tornar um dos melhores projetos de inclusão social do Estado.

ESTRUTURA

Foto: Divulgação 

Com a grande quantidade da clientela proveniente da populosa periferia campo-grandense, a necessidade de garantir estrutura compatível tornou-e um desafio extra e dos mais complexos. 

A escolinha do Projeto Amigos do Joel, iniciada em 2009 com o criador treinando o próprio filho para jogar futebol. A vizinhança se interessou e levou os filhos para ele treinar. No ato se deu o início do projeto social. Em mutirão com os pais, veio a conquista dos primeiros materiais. Porém, Joel queria mais. Além do futebol, era preciso incentivar hábitos saudáveis, como o estudo, a leitura e a consciência sobre direitos e deveres.

"Este trabalho disponibiliza espaço e técnicos para treinar 50 crianças. Há eventos duas vezes por semana e acompanhamento do rendimento escolar", conta. As atividades incluem estudo, avaliação de aprendizado, relacionamento familiar e o esporte. Os jogos reúnem mais de 100 crianças entre o futebol de campo na Associação de Moradores da Cohab, Jardim Botafogo e na quadra da Escola Vida Feliz. As métricas para se manter no projeto, nos jogos: nota vermelha na escola tira o aluno do jogo. A disciplina  a responsabilidade são conceitos essenciais na formação das crianças, explica Joel. 

Os atletas devem ter 80% de frequência escolar. Os resultados positivos atingem diretamente à faixa etária dos 17 anos, a mais à margem da criminalidade. O projeto   já atendeu mais de mil crianças dessa idade.  

Joel conta, que alguns de seus pupilos já se destacam no futebol. Ryan Kayo, que já passou por avaliações em clubes como Palmeiras, Grêmio, Betinho Talentos e Santos, foi selecionado para apresentar-se em novas avaliações. O goleiro Nicolas Gomes, foi para uma avaliação em outro clube e hoje é bolsista em uma famosa escola de futebol de salão.

Apesar de ter sido levantado com o poder da união da sociedade civil, com o crescimento do projeto crescem também os gastos. Para manter as aulas e as atividades físicas, educacionais, psicopedagógicas, mobilidade, alimentação, higiene e suporte técnico os custos se acumulam. 

Um empreendimento social dessa dimensão apresenta: nutricionista, assistente social, professores de educação física, professores para reforço escolar, merendeiras, monitores e outros.

Entre condições de logística, transporte e administração estão inclusos equipamentos como carteiras escolares com cadeiras, uniformes de treinamentos, freezer horizontal, computadores, mesas,  cadeiras de  escritório, impressora, telefone, kits de material escolar e cones para exercícios, esses, equipamentos sonhados e desejados para ampliação do projeto.

Uma Associação Assistencial Restituir (ONG - ABR), foi criada, isso para facilitar os trâmites do recebimento de apoio, uma ONG é uma organização não governamental  sem fins lucrativos, a ABR atua desde outubro de 2010, na Rua da Beira Mar, 655, Conjunto Residencial Ribeirão da Lagoa, na Coophavila II, conforme Joel, está legalmente documentada e estabelecida.

REABILITAÇÃO 

Foto: Divulgação 

O criador do projeto vislumbra a cidadania de quem quer espaço de integração social e econômica, mesmo portando algum tipo de deficiência física. E a ABR se capacitou para isso. O atendimento inclui orientações sobre direitos e faz encaminhamentos para receber próteses, cadeiras de rodas e outros produtos e serviços.

Segundo Joel, o foco está nas vítimas de acidente de trânsito que perderam algum membro do corpo e se encontra desanimado para vida. "Hoje o atendimento chega fora de Campo Grande, O programa já atendeu 2.100 pessoas, encaminhando para os devidos órgãos, liberando tratamentos necessários bem como equipamentos para reintegração social", explica. 

As dificuldades para manter o projeto não raro levam Joel a usar seu veículo e dinheiro de seu pessoal para pagar operações internas. O espaço usado pelo projeto foi cedido da Igreja Assembléia de Deus Bom Retiro  (ADBR) para depósito e reforma das cadeiras doadas. Por isso, Joel está em busca de parcerias e apoio. 

O 'Projeto Supera' tem como ponto de partida a experiência vivida por Joel ao encarar a realidade de ter uma perna amputada e ser obrigado a readaptar-se ao mundo.

Por isso insiste: a reabilitação precisa ir além do aspecto físico, mas estender-se ao psicológico, ao ético e ao de princípios, porque depende muito da própria força de vontade. E para dar condição de trabalho e resultados, o projeto move-se com duas linhas: o programa de reabilitação e o esforço de manutenção, por meio de doações de equipamentos e parcerias.

A Organização Mundial de Saúde ( OMS) estima que existem no planeta cerca de 610 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, das quais cerca de 60% fazem parte da população economicamente ativa. 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Em Mato Grosso do Sul há 526,9 mil pessoas com deficiência, o que representa 21,50% da população do estado, em Campo Grande, segundo o órgão, este segmento é formado por 224,3 mil pessoas, o equivalente a quase 25% dos moradores da capital.

PRÊMIO NACIONAL 

Foto: Divulgação 

A Câmara dos Deputados Federais prestigia entidades e personalidades que atuam em prol da inclusão de pessoas com deficiência, com o prêmio Brasil Mais Inclusão. Joel foi selecionado para receber a premiação devido aos trabalhos prestados à frente do projeto "Amigos do Joel" que busca orientar e dar assistência técnica a amputados da Capital.

Para conhecer e ajudar o projeto, “Amigos do Joel”, ligue para (67) 9 9196-1012.

Fonte: Diário MS News 

 

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