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quarta, 20 de novembro de 2019

FUNDERSUL

Associação dos Criadores desautoriza e isola levante de Chico Maia

Publicitário não consegue sensibilizar entidade classista que presidiu em dois mandatos

Por: REDAÇÃO08/11/2019 às 15:55
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O presidente da Acrissul, Jonathan BarbosaO presidente da Acrissul, Jonathan BarbosaFoto: Reprodução

Quando garantiu falar em nome dos produtores rurais para atacar o Fundersul (Fundo de Desenvolvimento Rodoviário de Mato Grosso do Sul), o publicitário e pecuarista Chico Maia não estava autorizado. Se tivesse consultado ou ao menos procurado informar-se sobre a posição da entidade que comandou em dois mandatos, saberia que a Associação dos criadores (Acrissul) defende posição bastante diversa que tomou, isoladamente, ao espalhar outdoors combatendo o aprimoramento do Fundo e sugerindo também o fim dos benefícios que o sistema assegura às áreas urbanas dos municípios.

Em uma nota concisa, esclarecedora e objetiva, embora sem dar os “nomes aos bois”, o presidente da Acrissul, Jonathan Barbosa, reconhece a importância do Fundo e pondera que o debate esclarecedor pode trazer maior claridade à questão. Ele ainda desmancha o argumento de Maia, que é contra a aplicação dos recursos nas cidades por entender que a receita do Fundersul é proveniente da contribuição da agropecuária.

O equívoco de Maia, intencional ou não, se dilui com este trecho da nota oficial que a Acrissul emitiu nesta sexta-feira, 8: “O Governo do Estado, em diálogos mantidos com este representante da entidade, esclareceu que mais de 50% da arrecadação futura do Fundersul virá do ICMS cobrado sobre os combustíveis, que faz parte da formação da receita do fundo rodoviário”, salientou Jonathan Barbosa.

Adiante, o dirigente ruralista salienta sua preocupação com o desvio de uma temática de cunho econômico seja desviado para o campo do interesse político. Como se sabe, Chico Maia candidatou-se ao Senado em 2018 depois de exercer dois mandatos na presidência da Acrissul e de ter levantado na entidade uma bandeira de oposição ao governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) e ao Fundersul.

Para Jonathan Barbosa, esses desvios são atentatórios aos interesses dos produtores e do próprio estado, na medida que tiram do foco o debate central que é buscar soluções para as demandas da economia, do setor produtivo e do próprio poder publico. Eis o que ele afirma sobre isso: “Que, com conhecimento de causa em função também da participação da Acrissul junto ao Conselho Administrativo do Fundersul, é que a entidade, antes de preocupar-se com questões políticas, cuida ativamente dos interesses do setor rural”.

Depois de assinalar que mais de 50% da receita do Fundo são provenientes de operações internas com a compra e venda de combustíveis, o presidente da Associação alinha-se às manifestações de prefeitos, lideranças e populações dos 79 municípios atendidos com verbas para obras de estradas, pontes e ruas no campo e na cidade. “De forma que a previsão futura para execução de obras da cota-Fundersul inclui o asfaltamento geral de 800 quilômetros de rodovias, reparos e edificação de 500 pontes, construção de mais de uma centena de pontes de concreto e a recuperação e cascalhamento de outros 300 km de estradas no Pantanal”, descreve, antevendo o alcance de benefícios que se ampliará com a proposta de dimensionamento do Fundersul submetida. À Assembleia Legislativa.
 

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