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tera, 19 de novembro de 2019

HOTEL CAMPO GRANDE

Briga da CDL, lojistas e preconceito podem parar construção de moradias populares no Centro

Prefeitura recua e terá que reencaminhar projeto à Brasília

Por: TERO QUEIROZ*18/09/2019 às 12:53
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Projeto para adequação do prédio do Hotel Campo Grande para receber moradias faria homenagem ao poeta Manoel de BarrosProjeto para adequação do prédio do Hotel Campo Grande para receber moradias faria homenagem ao poeta Manoel de BarrosFoto: Divulgação
TCE EAD

A força da voz popular no Centro de Campo Grande pode pôr fim a um projeto que ajudaria milhares de famílias a realizarem o sonho da casa própria. Acontece que, o projeto apresentado pela Prefeitura de Campo Grande, de construir moradias populares no antigo Hotel Campo Grande, que fica na 13 de Maio, não foi bem aceita por lojistas e vereadores, e esses, detentores do poder fizeram com que o projeto voltasse a mesa, para que se faça debate. 

O projeto contemplava que 84 aposentos do local fossem readequados à 117 apartamentos, a serem oportunizadas moradias às pessoas carentes e de baixa renda. O prefeito Marquinhos Trad (PSD), chegou a lamentar que o preconceito estivesse atrapalhando o andamento do projeto, ele ressaltou que ao ouvir moradores falando que isso iria encher o Centro de “pobres”, o gestor rebateu dizendo que “pobres eram as pessoas que disseram isso, pobres de espírito”, atenuou. Acontece que a discussão foi parar na Câmara dos Vereadores e por meio de seus representantes, lojistas forçaram o projeto a parar e voltar a ser discutido. É o que explicou o diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação (Emha), Enéas José de Carvalho. “A discussão tomou outro caminho. Um caminho distorcido que não deveria ter tomado”, lamentou, em resposta ao Campo Grande News. 

O projeto já tinha tramitado, na ocasião foi aprovado. Só que devido a negativa dos “importantes”, a discussão volta, e será apresentado novamente ao governo Federal apenas depois de passar por discussão no Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização (CMDU) e por audiência na Câmara de Vereadores. “Nós optamos em levar por outra linha de discussão para não sermos objeto de críticas infundadas”, explicou o presidente da Emha.

Os recursos que já estavam se encaminhando para relização do projeto podem ser perdidos, já que o projeto terá que concorrer novamente a ordem de apresentação em Brasília. Em agosto, o prefeito Marquinhos Trad foi até Brasília tentar viabilizar R$ 38 milhões do programa, que tem a linha chamada Retrofit, para execução da reforma.

Na época, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL) emitiu nota criticando o projeto. O principal alvo dos questionamentos era o custo para tornar o antigo hotel habitável. A entidade estima que valor seria 42% maior do que o divulgado pela prefeitura.

O município calcula que R$ 13 milhões para compra e outros R$ 25 milhões para obras seriam suficientes para executar o projeto. 

Fonte: Campo Grande News, por Tainá Jara. 

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