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CAARAPÓ

Crianças indígenas quase comem pão com calcário em MS

MPF investiga se indígenas foram intoxicados por calcário

Por: TERO QUEIROZ14/08/2019 às 11:44
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Escola da Comunidade fica a menos de dez metros da lavoura onde houve aplicação de calcárioEscola da Comunidade fica a menos de dez metros da lavoura onde houve aplicação de calcárioFoto: Reprodução/MPF

O Ministério Público Federal (MPF) investiga em Dourados uma possível intoxicação de indígenas após pulverização de calcário em uma fazenda nas proximidades. A Comunidade Indígena Guyraroka, que vive próximo ao município de Caarapó, interior de Mato Grosso do Sul, disse que em 20 de maio após pulverização da propriedade vizinham, vários indígenas começaram a apresentar dor de barriga febre, falta de ar, dores no peito e vômito. A denúncia foi feita por índios da tribo guarani kaowá. 

Conforme o MPF, está sendo buscado o responsável pela ação e natureza do produto utilizado, o objetivo e evitar novas ações como está, entendendo que a contaminação do ar pode provocar a morte de crianças e adultos que vivem na comunidade. A escola indígena fica a 10 metros da propriedade em que o produto tóxico foi utilizado.   

Ainda segundo o MPF, no dia em que foi dispersado o produto, a merendeira da escola encontrou vestígios do calcário em pães que seriam usados na alimentação dos pequenos. Mesmo não usando os pães, conforme depoimento da merendeira, crianças de 5 a 7 anos apresentaram sintomas de intoxicação. Para combater a intoxicação, devido a distância do hospital, os indígenas usaram raizadas e produtos caseiros para desintoxicar os afetados.

DEMARCAÇÃO

Cerca de 30 famílias, total de 110 pessoas, 45 destas crianças e 25 idosos, vivem no assentamento. A Fundação Nacional do Índio (Funai), já estudou a demarcação do território do povo Guyraroka, e contatou que se trata de território indígena, no entanto, para a comunidade use a área de fato falta homologação dos documentos da Presidência da República.

Mesmo, se tratando de área indígena, em 2014 a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, interrompeu o processo, atendendo ao pedido do fazendeiro Avelino Antonio Donatti, desde então o povo está abandonado. Ajudados pelos guaranis kaiowá, os indígenas ingressaram com Ação Rescisória, o julgamento da Ação seria em 27 de junho, mas foi adiada pelo STF para o segundo semestre desse ano.  

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