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sexta, 06 de dezembro de 2019

Desmatamento

Desmatamento na Amazônia aumentou 212% em outubro de 2019

Índice compara devastação ocorrida no mesmo mês no ano passado; Pará lidera lista dos estados com maior perda de florestas

Por: O Globo04/12/2019 às 07:50
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Pesquisa do Imazon mostra que desmatamento foi maior entre municípios na área de influência da usina Belo MontePesquisa do Imazon mostra que desmatamento foi maior entre municípios na área de influência da usina Belo MonteFoto: Divulgação/Imazon/Araquem Alcântara

RIO — O desmatamento na Amazônia aumentou 212% em outubro de 2019 em relação ao mesmo mês no ano passado, segundo levantamento divulgado esta terça-feira pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia ( Imazon ). Em 2018, foram perdidos 187 km². Desta vez, 583 km².


O Pará lidera o ranking, com 59% da área desmatada, seguido por Mato Grosso (14%), Rondônia (10%), Amazonas (8%), Acre (6%), Roraima (2%) e Amapá (1%).

Segundo o Imazon, o desmatamento é a remoção completa da vegetação florestal, normalmente para conversão em área de pasto. Há, também, o processo de degradação, que consiste na extração de árvores, normalmente para comercialização de madeira, e incêndios florestais.

Leia mais: Associação de investidores repudia prisões no Pará e critica 'criminalização' da sociedade civil

O território degradado aumentou 394%, passando de 125 km² em outubro de 2018 para 618 km² no mesmo mês de 2019. Neste caso, o Mato Grosso lidera o ranking (74%). O Pará aparece na segunda posição (17%).

Cientistas afirmam que, se for mantido o atual ritmo de devastação, o desmatamento na floresta pode se tornar irreversível em dez anos , passando por um processo em que a vegetação vai se tornar semelhante a uma de savana.

O Fundo Amazônia , que já recebeu R$ 3,4 bilhões desde sua criação, em 2008, ainda não teve nenhum projeto aprovado este ano. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles , declarou que deseja mudar a destinação dos recursos , contrariando os países doadores , Noruega e Alemanha , que congelaram novos repasses .
Salles participa desde o início da semana da Conferência do Clima (COP-25) em Madri, onde pretende reivindicar verbas para conservação ambiental. O ministro afirmou que não planejará novas ações enquanto não receber recursos pela redução das emissões de gases estufa na década passada.

Leia mais: Artigo: A chantagem de Ricardo Salles com o desmatamento

O município que registrou maior desmatamento foi Pacajá (PA). Logo depois, cinco cidades localizadas na área de influência da usina Belo Monte — Altamira, Portel, Uruará, São Félix do Xingu e Placas.

Pouco mais de metade do desmatamento (54%) ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse, seguido por assentamentos (32%), unidades de conservação e terras indígenas (7% cada).

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