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segunda, 22 de julho de 2019

DOENÇAS RARAS

Dia de conscientização sobre a Doença de Pompe é marcado por campanha nacional

Ação realizada por entidades médicas pretende ajudar a sociedade a reconhecer os sintomas e facilitar o diagnóstico

Por: REDAÇÃO26/06/2019 às 11:04
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Atriz Sophie Charlote e Mineirinho de MaceioAtriz Sophie Charlote e Mineirinho de MaceioFoto: Reprodução

No Brasil, estima-se que existam 13 milhões de indivíduos afetados. Tal número já se aproxima da quantidade de brasileiros diagnosticados com Diabetes - 14,25 milhões. Entre as doenças raras está a Doença de Pompe. A enfermidade causa extrema fraqueza muscular e é pouco conhecida até mesmo por profissionais de saúde.  Daí a importância da divulgação de campanhas de conscientização para todos os públicos, conforme a realizada por três entidades médicas. 

O Dia Nacional de Conscientização sobre a Doença de Pompe, celebrado em 28 de junho, será marcado por uma campanha nacional com atividades voltadas aos profissionais de saúde e informações à população sobre os sintomas desta enfermidade rara, progressiva, que afeta o sistema neuromuscular e encontra na desinformação o principal empecilho para o diagnóstico precoce.

As ações são uma iniciativa conjunta da Associação Brasileira de Neurologia (ABN), Sociedade Brasileira de Genética Médica (SBGM) e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Para alcançar um número maior de profissionais de saúde, este ano serão realizados mais de 120 eventos em parceria com a Sanofi Genzyme, levando informação e educação médica continuada a mais de 3.600 profissionais de saúde no Brasil, envolvendo médicos, enfermeiros, farmacêuticos, entre outros.

A Doença de Pompe caracteriza-se por uma falha genética que causa a deficiência da enzima GAA (alfa-glicosidade ácida), responsável pela quebra do glicogênio, polissacarídeo que fornece energia a muitas células do corpo1.

Com sintomas similares aos de muitas enfermidades, são características da Doença de Pompe a fadiga, fraqueza muscular, dificuldades para respirar e realizar movimentos como subir escadas, levantar de uma posição sentada, dores crônicas e também problemas ortopédicos. Esta semelhança e o pouco conhecimento tanto das pessoas como da própria classe médica são os principais motivos que dificultam o diagnóstico.

“A Doença de Pompe se manifesta na forma infantil (até 1 ano de idade), e adulta ou tardia (acima de 1 ano). Quando ela aparece na primeira fase, em recém-nascidos, a taxa de mortalidade costuma ser alta, principalmente pelo aumento do coração (cardiomegalia) e os casos graves de insuficiência respiratória”, explica o neurologista Edmar Zanoteli, professor da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP) e representante da ABN.

Para a geneticista Carolina Fischinger, da SBGM, “as campanhas de conscientização são muito importantes, já que por se tratar de patologia rara, até mesmo muitos profissionais da saúde a desconhecem, o que impede o diagnóstico precoce.”

“Quanto antes a doença for diagnosticada, mais cedo é possível iniciar o tratamento, que ajuda a retardar seu desenvolvimento e garante melhor qualidade de vida aos pacientes”, alerta o pneumologista pediátrico Diego Brandemburg, da SBPT.

O tratamento é feito com infusão da enzima faltante nos pacientes (GAA), e é aprovado no Brasil, Estados Unidos e Europa.

Dados epidemiológicos estimam que 1 em cada 40 mil pessoas seja portadora da Doença de Pompe no mundo.

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