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sexta, 06 de dezembro de 2019

PARAISÓPOLIS

Favela cenário de novela se torna cenário de violência com 10 mortes em ação de PMs

Suposta perseguição a criminosos teria levado PMs a invadir um dos maiores bailes funk da cidade, o Baile da 17, em Paraisópolis

Por: TERO QUEIROZ*02/12/2019 às 12:36
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Dez jovens morreram durante um baile funk na favela de Paraisópolis, em São PauloDez jovens morreram durante um baile funk na favela de Paraisópolis, em São PauloFoto: BB BRASIL

Na madrugada de ontem domingo (1), 10 pessoas morreram pisoteadas após a Polícia Militar de São Paulo encurralar uma multidão em uma viela de Paraisópolis, favela da zona sul da cidade, pacificada e que já até foi cenário de uma novela da rede de TV Globo, com nome 'I Love Paraisópolis'. Na ocasião além de vídeos que foram gravados por moradores evidenciando a violência policial, os PMs dispersaram o baile usando balas de borracha, eles disseram nessa manhã em depoimento no 89° Distrito Policial, Jardim Taboão em São Paulo, que eles teriam entrado na favela em busca de dois suspeitos em uma moto.

Em coletiva de imprensa nessa manhã, o delegado Emiliano da Silva Neto, do 89º DP, defendeu que “tudo o que ocorreu foi uma fatalidade por causa do problema do Pancadão”

Benedito Mariano, ouvidor de Polícia do estado de São Paulo, afirmou que vai solicitar que a Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo se responsabilize pela investigação interna da ação dos agentes de segurança. "Já telefonei ao corregedor da PM, o coronel Marcelino Fernandes, para que seja a Corregedoria responsável pela investigação e não o batalhão onde atuam os policiais militares envolvidos neste caso gravíssimo", afirmou Mariano ao portal UOL.

Conforme explicou Mariano, quando há morte em ação da Polícia Militar, tanto a Polícia Civil quanto a Corregedoria da PM são obrigadas a instaurar inquérito. Assim, até o momento há duas investigações paralelas: uma que está entre a Corregedoria e a PM e outra na Polícia Civil.

Em uma rede social, coordenador do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe-SP), Ariel De Castro Alves, criticou a fala do delegado: “a investigação será tão rigorosa que o delegado do caso já até se antecipou, concluindo que foi fatalidade e não houve excesso dos policiais. (…) Podemos ver que as apurações começaram de forma isenta e imparcial”.

O governador João Doria também se manifestou sobre o ocorrido. Em sua conta no Twitter, lamentou “profundamente” as perdas. “Determinei ao Secretário de Segurança Pública, General Campos, apuração rigorosa dos fatos para esclarecer quais foram as circunstâncias e responsabilidades deste triste episódio. ” Duas horas depois, ele elogiou a política de segurança do estado: "hoje, São Paulo tem uma polícia preparada, equipada e bem informada", a retórica se faz eficaz nos tempos de Brasil de agora. 

Os deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores (PT), e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) em São Paulo solicitarão na Assembleia Legislativa de São Paulo explicações ao governador. “Há meses a Polícia Militar têm atacado os bailes funk, com apreensão de motos, carros e detenção de jovens, numa clara atuação preconceituosa e de marginalização da juventude negra periférica. Há cerca de um mês uma jovem perdeu a visão de um olho, alvejado com bala de borracha numa ação policial de opressão à baile funk”, afirmaram os parlamentares em nota. A deputada federal Sâmia Bomfim afirmou em suas redes sociais que seu mandato vai acionar o Ministério Público e cobrar explicações à PM.

RELEMBRE O CASO

Na madrugada do último domingo, uma perseguição policial terminou em um dos maiores bailes funk da cidade, o Baile da 17, em Paraisópolis, que recebe em média cinco mil pessoas. De acordo com relatos de moradores, os agentes invadiram o local atirando, o que deixou pelo menos 20 pessoas feridas e 12 hospitalizadas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

Durante a ação, um grupo grande de pessoas foi espancado e encurralado em uma viela, deixando 10 pessoas mortas esmagadas, como vídeos divulgado pela Ponte Jornalismo. A PM nega.

Em uma coletiva na tarde de domingo (1), o porta-voz da PM, tenente-coronel Emerson Masseira, disse que as imagens divulgadas nas redes sociais sobre a ação dos policiais “sugerem excessos”. "Todas as imagens estão incluídas no inquérito policial militar para ser analisadas. (…) O rigor da apuração vai responsabilizar quem eventualmente cometeu algum excesso, algum abuso", acrescentou.

Fonte:*Brasil de Fato.  

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