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OPERAÇÃO ROCK CITY

Grupo da cerveja Crystal é alvo da 62ª fase da Lava Jato

PF mira Grupo Petrópolis Objetivo é apurar o pagamento de propinas travestidas de doações de campanha; apurações também indicam sonegação através de fraude na produção de cerveja

Por: José Vianna, Fernando Castro e Pedro Brodbeck, RPC Curitiba e G1 PR31/07/2019 às 08:03
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Agentes chegam a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, com material apreendido na Operação Boca LivreAgentes chegam a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, com material apreendido na Operação Boca LivreFoto: Nelson Antoine/Folhapress

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (31) a 62ª fase da Operação Lava Jato. Esta nova etapa mira o pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 31, a 62ª da Operação Lava Jato. O objetivo é apurar o pagamento de propinas, por meio de doações eleitorais, realizado por empresas do Grupo Petrópolis, antiga Cervejaria Petrópolis. 

A TV Globo apurou que o presidente do Grupo Petrópolis, Walter Faria, é um dos alvos, mas até as 8h45 ainda não tinha sido localizado.

De acordo com a PF, foram expedidos um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão. Até as 8h45 desta terça-feira, três pessoas tinham sido presas.

O grupo Petrópolis é dono de marcas de cerveja como Itaipava, Crystal, Lokal e Petra, além do energético TNT. O grupo tem sete fábricas em cinco estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Mato Grosso.

O G1 entrou em contato com o Grupo Petrópolis, mas não teve resposta.

A suspeita, segundo a PF, é que, em troca, offshores relacionadas ao Grupo Odebrecht no exterior transferências de valores para o Grupo Petrópolis fora do Brasil.

A informação da Polícia Federal é que um executivo da Odebrecht afirmou em delação premiada que utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outurbo de 2008 a junho de 2014.

Em setembro de 2017, Walter Faria entregou à Polícia Federal planilhas com informações sobre repasses da empresa a políticos a pedido da Odebrecht.

Estas doações resultaram em uma dívida de R$ 120 milhões da Odebrecht com a cervejaria. Em contrapartida, a Odebrecht investia em negócios do grupo.

Os investigadores apontam ainda que um dos investigados usou o programa de repatriação de recursos de 2017 para trazer ao Brasil, de forma ilegal, R$ 1,4 bilhão que foram obtidos por meio do esquema.

Os mandados são cumpridos pela PF em 15 cidades diferentes e foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A nova fase foi batizada de Rock City.

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