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Heraldo Pereira e Bosco Martins

Heraldo Pereira e Bosco Martins: um breve reencontro entre amigos

Ao contrário do que preconizava Pulitzer, “jornalista não tem amigos”, ficou a introdução da letra de Almir Sater: “velhos amigos quando se encontram trocam notícias e recordações”

Por: Redação com assessoria21/05/2017 às 10:39
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Na semana que passou, um evento em Campo Grande reuniu dois jornalistas conhecidos e amigos de longa data. Eles conversaram entre assuntos de família, amigos um pouco da profissão que exercem há mais de 30 anos, o jornalismo.  Comentaram sobre lições deixada pelo “grande editor” Joseph Pulitzer, que vivia em reclusão para evitar que “amizades” influenciassem os rumos do jornal que comandou. Para Pulitzer quando jornalistas e juízes se tornam amigos, o interesse público fica ameaçado, resumindo a questão numa célere frase: “jornalista não tem amigos”.

Uma ideia da estatura de Pulitzer, foi ele quem rompeu com a tradição de publicar as notícias na ordem cronológica, estabelecendo a hierarquia no noticiário. Estava assim inventada a manchete, bem como a primeira página. Essa foi uma das histórias tiradas da rápida conversa entre dois jornalistas que iniciaram juntos na profissão nos anos 80, em Ribeirão Preto/SP. Eles se encontraram esta semana antes da palestra “Panorama Político e os Impactos para a Produção”.

Apresentada na noite desta última segunda-feira (15), no auditório do Edifício Casa da Indústria, pelo  jornalista e apresentador Heraldo Pereira, da Rede Globo e que acabou  proporcionando um bate papo entre os amigos o jornalista Bosco Martins e o palestrante, sempre interrompido por  alguns admiradores  de Heraldo que queriam tirar fotos com ele: “O Bosco é meu amigo desde Ribeirão Preto quando iniciamos em rádio, imprensa escrita e na televisão, quando  erámos todos jovenzinhos naquela época. Só agora nestes reencontros que vamos dando conta do quanto de tempo já se passou. Estou casado com a também jornalista Cecilia Maia e nossa filha primeira vai fazer 30 anos, temos duas filhas, somos casados até hoje. Sempre é bom poder voltar aqui e encontrar o Bosco que é um amigo muito fraterno. É um prazer revê-lo e estar aqui em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.” Disse o repórter e comentarista político do Jornal da Globo e também apresentador do Jornal Nacional.

Remanescentes do início do jornalismo em Ribeirão Preto, os dois aproveitaram para lembrar os bons tempos: “Eu completei 60 anos e o Heraldo é quatro anos mais novo que eu, ele é de 1960, nos conhecemos, portanto há 40 anos, como ele disse quando erámos bem jovenzinhos. Temos muitos amigos daquele tempo e até um grupo de Whatsapp onde eu ele administramos. Quando eu vim trabalhar na década de 80 em Mato Grosso do Sul, o Heraldo que sempre foi um talento à parte, já havia alçado voos mais altos. Se tem um cara que merece estar onde está é o Heraldo”, disse Bosco Martins.

Nascido em Ribeirão Preto, filho de torneiro mecânico e dona-de- casa, Heraldo Pereira era office-boy da companhia telefônica quando começou a fazer o jornalzinho da empresa. Bosco é de Jaboticabal, cidade vizinha, onde também começou em rádio. Os dois trabalharam em jornais e rádios e acabaram na televisão. Heraldo, na Globo, foi repórter em Campinas e São Paulo até se mudar para Brasília, onde mora. Casado com a jornalista Cecília Maia, pai de duas meninas, cursou Direito. Bosco também cursou, mais nunca exerceu Direito, é casado com a jornalista e bióloga Marcia Brambilla, tendo um casal de filhos.

Bosco Martins veio para Campo Grande na década de 80 onde foi repórter, redator, editor e apresentador na TV Morena. Heraldo Pereira, começou no jornalismo de Ribeirão Preto assim como Bosco, e se projetou até ocupar a bancada do Jornal Nacional, tendo seus méritos destacados pelo amigo. “Agora estamos quase indo pra velha guarda de jornalistas. O que pouca gente sabe é que antes da TV, passamos por rádio (Heraldo trabalhou na Rádio Clube de Rio Preto eu na PRG4 de Jaboticabal) e em jornais impresso. Naquele tempo do chumbo quente das redações, em Ribeirão tinham pelo menos três grandes jornais: O Diário da Manhã, A Cidade e o Diário de Notícias que depois foi adquirido pela Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP, passando a circular, com o nome de ‘Jornal de Ribeirão’. Era um time e tanto, tendo como editor-chefe, o mestre Luciano Lepera e Tuca Sant´Anna, como chefe de redação. Foi nesta época que o velho Pádua, (Antônio de Pádua da Fonseca) um jornalista das antigas, nos apresentou e depois fizemos parte do primeiro grupo de profissionais que iniciou o telejornalismo da EPTV Ribeirão/Globo. Ele ficou até ir para EPTV Campinas e alçar seus voos maiores”.

“Desde o início, Heraldo sempre se mostrou muito talentoso, mas que isso, uma doçura de pessoa, aprendemos juntos, Ribeirão Preto foi uma a uma grande escola, para todos”, lembrou Martins.

A conversa entre os dois chamou a atenção de fotógrafos, repórteres e parte dos participantes que estavam no evento da FIEMS.  Do reencontro ficou, ao contrário do que preconizava Pulitzer, “jornalista não tem amigos”, a introdução da letra de Almir Sater: “velhos amigos quando se encontram trocam notícias e recordações”.

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