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segunda, 23 de abril de 2018

Terceira escola a receber ‘Campo Grande Na Tela’ fica na região Imbirussu

Escola Municipal Nagib Raslan terá mostra com 13 filmes na manhã e tarde desta quarta-feira

Por: Lucas Arruda17/04/2018 às 16:32
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Nesta quarta-feira (18) é a vez da Escola Municipal Nagib Raslan receber o projeto “Campo Grande Na Tela”, que leva filmes feitos na Capital a instituições de ensino de todas as regiões da cidade para que os jovens tenham contato com as produções locais. O projeto já passou em duas escolas, do Centro e Nova Lima, ele é desenvolvido pela Marruá Arte e Cultura, com recursos do FMIC (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura), oriundos da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campo Grande.

Antes de levar as exibições para cada escola, integrantes do projeto vão até o local e expõem um guia pedagógico explicando como ele funciona e apresentando os filmes que participam da mostra. No guia ainda há sugestões de temas e exercícios sobre o conteúdo gerado a partir deste contato com o cinema que podem ser aproveitados em sala de aula nas disciplinas de História, Literatura, Português, Geografia e Artes. O projeto atende o cumprimento da Lei que determina a exibição de filmes nacionais nas escolas de educação básica.

Na terceira mostra serão exibidos: Ser Criança Em Campo Grande, de Tina Xavier; Olhar Diferente, de Marielle Oliveira; O Olhar Indígena Sobre Campo Grande, de Sidney de Albuquerque; Espera e Enterro, de Fábio Flecha; Ela Veio Me Ver e A TV Está Ligada, de Essi Rafael; Clave Latina e Preto e Branco, de André Monteiro; Tia Eva, de Ana Carla Pimenta e Vânia Lúcia Duarte; Lamento, de Eduardo Romero; e Memórias de Luz, de Farid Fahed.

Por meio do “Campo Grande Na Tela” muitos adolescentes tiveram o primeiro contato com o cinema local, como é o caso de Lucas de Oliveira, estudante de 14 anos da Escola Municipal Hercules Maymone, onde o projeto esteve nos dias 10 e 11 de abril. “É bem legal porque fazemos outra coisa além de ficar na sala de aula e conhecemos filmes que não assistiríamos em outra situação”, avalia.

Já Júlio César dos Santos, de 13 anos, viu Campo Grande em diversos momentos nas produções. “Gostei muito de ‘Ela Veio Me Ver’, mostrou a cidade em que vivo, nunca achei que ia ver um filme que mostrasse algo daqui”, afirmou. “Vi que é possível fazer filme, quem sabe um dia eu faça um”, completou.

Para o coordenador do projeto, Belchior Cabral, é importante levar estas produções até os jovens. “Nos últimos anos, o trabalho da Marruá se aproximou do cinema e da prática audiovisual. De projetos que desenvolvemos surgiram vários curtas. Percebemos que havia um acervo deles bastante relevantes e reveladores sobre a cidade em que moramos. Diante desse repertório pensamos ser importante transmitir esse conhecimento às novas gerações, produzindo mostras para exibição nas escolas e guias pedagógicos para apoiar os educadores, realizando debates”, explica Belchior Cabral, coordenador do projeto.

Debate

Para que os alunos entendam melhor como funciona o cinema campo-grandense é promovido um debate após as exibições. No Nagib Raslan participam pela manhã o diretor do “Olhar Indígena em Campo Grande”, Sidney Albuquerque, e Roberto Patzlaff, diretor de “Olhar Diferente”. À tarde é a vez dos diretores Eduardo Romero, de Lamento, e Farid Fahed, de Memórias de Luz.

No debate da Escola Municipal Hércules Maymone houveram momentos enriquecedores em que houve bastante trocas entre os convidados e o público participante. No primeiro dia participaram o grupo de rap La-Firma, que é da região do Nova Lima, e a cantora Marina Peralta.

O La-Firma falou das dificuldades que enfrentaram para produzir o videoclipe da música “Nova Lima Mil Pecados”, que tem formato de curta-metragem, além do clamor de paz que a canção faz, já que fala da violência vivida no bairro.

“Em 2016 ocorreram 27 homicídios por aqui, eram jovens pobres matando outros jovens pobres. Fizemos a música para tentar conscientizá-los”, conta Rodrigo Camargo, um dos vocalistas do grupo. “Foram quase três meses de gravação e acho que conseguimos esse diálogo com eles, depois que lançamos o clipe surgiram uns 15 grupos de rap por aqui”, enumera.

Marina Peralta levantou a bandeira do feminismo durante o debate, ressaltando o papel da mulher na música. No segundo dia, foi a vez de Espedito Di Montebranco e Vânia Duarte falarem sobre as produções locais.

A Escola Municipal Nagib Raslan fica na avenida Murilo Rolim Júnior, 437, Jardim Petrópolis. A próxima instituição a receber o projeto será a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) nos dias 23 e 24 de abril.

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