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quinta, 14 de novembro de 2019

Lula

As portas do Brasil estão abertas, diz ex-presidente ao deixar a cadeia

Aos gritos de Lula eu te amo, o líder petista agradece vigílias e afirma que não há ódio em seu coração

Por: REDAÇÃO08/11/2019 às 18:53
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O abraço e o beijo da noiva, a socióloga Rosângela da Silva, foram os primeiros sinais do dia certamente mais caloroso e reconfortante depois de 580 dias em que Luiz Inácio Lula da Silva passou na prisão da Polícia Federal, em Curitiba (PR). Eram cerca de 17h35min.  Ao gesto amoroso da sua noiva, o ex-presidente da Republica acrescentou outras demonstrações de carinho manifestadas por um grande publico que o esperava à saída da carceragem.

Beneficiado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) – que na quinta-feira, por 6 votos a 5, manteve o princípio constitucional do amplo direito à defesa, que impede a prisão para os condenados em segunda instância -, Lula deixou a cadeia após a Justiça acolher o pedido de soltura imediata feita pelo advogado Cristiano Zanin. Lá estavam expressões políticas como a presidenta nacional do PT, Gleisi Hofmann, e o ex-senador Lindbergh Farias; presidentes das centrais sindicais, intelectuais, estudantes e militantes de vários partidos e organizações de direitos humanos.

Lula fez um discurso marcado por frases de agradecimento pelo apoio recebido. Destacou ainda a necessidade de ser construída uma saída para reafirmar a democracia e os direitos políticos e humanos no País e criticou duramente o presidente Jair Bolsonaro, assinalando que o País só vai melhorar quando tiver um governante que não minta tanto pelo twitter.

“Não tem dimensão o significado de eu estar aqui com vocês. A vida inteira estive conversando com o povo brasileiro. Não pensei que no dia de hoje poderia estar aqui conversando com homens e mulheres, que durante 580 dias gritaram aqui bom-dia, boa-tarde boa-noite Lula. Não importa se estivesse chovendo, se estivesse a 40 graus ou a zero grau. Vocês eram o alimento da democracia que eu cultivava”, salientou.

E prosseguiu, atacando o lado podre da Justiça e da Polícia Federal, observando que a força-tarefa da Lava Jato agiu com o objetivo de criminalizar o PT, a esquerda e o Lula.  Desfiou diversos nomes de militantes partidários, sindicalistas e dos movimentos sociais para voltar a agradecer o apoio e a solidariedade que recebeu nos dias de prisão. Prestou reconhecimento especial aos advogados, à presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e ao ex-candidato a presidente, Fernando Haddad.

O ex-presidente parabenizou quem teve a ideia de cantar “Massa Falida” durante os dias na cadeia. Lula lembrou que usava esta canção - cuja letra foi composta pelo sertanejo Dalvan em 1986 -, nos anos 1980, quando era líder dos metalúrgicos em São Paulo, para incentivar os trabalhadores na porta de fábrica a participarem das assembleias.

Disse que com as vigílias e as inúmeras demonstrações de carinho e solidariedade o fizeram ainda mais corajoso e determinado. E prometeu continuar lutando “para melhorar a vida do brasileiro, para não permitir que esses caras entreguem o país”. Cutucou o ex-juiz e ministro Sérgio Moro, além do “lado mentiroso da PF, do Ministério Publico e da força-tarefa da Lava Jato”, afirmando: “Eles precisam saber que não prenderam um homem. Eles tentaram matar uma ideia. Mas ideias não desaparecem. E eu quero lutar para provar que, se existe quadrilha e bando de mafiosos no país é o pessoal que faz essa maracutaia, liderada pela Rede Globo de TV”. E concluiu com frases de efeito: “Eles têm que saber que a honradez não se compra no bar ou no shopping. “Saio daqui sem ódio. Aos 74 anos, meu coração só tem espaço para o amor”.

 A música citada por Lula é esta:

 

MASSA FALIDA (Duduca & Dalvan)

Eu confesso, já estou cansado
De ser enganado com tanto cinismo
Não sou parte integrante do crime
E o próprio regime nos leva ao abismo

Se alcançamos as margens do incerto
Foram os decretos da incompetência
Falam tanto, sem nada de novo
E levam o povo a grande falência

Não aborte os teus ideais
No ventre da covardia
Vá a luta empunhando a verdade
Que a liberdade não é utopia

Não aborte os teus ideais
No ventre da covardia
Vá a luta empunhando a verdade
Que a liberdade não é utopia

Os camuflados e samaritanos
Nos estão levando a fatalidade
Ignorando o holocausto da fome
Tirando do homem a prioridade

O operário do lucro expoente
E a parte excedente não lhe é revertida
Se aderirmos aos jogos políticos
Seremos síndicos da massa falida

Não aborte os teus ideais
No ventre da covardia
Vá a luta empunhando a verdade
Que a liberdade não é utopia

Não aborte os teus ideais
No ventre da covardia
Vá a luta empunhando a verdade
Que a liberdade não é utopia

Não aborte os teus ideais
No ventre da covardia
Vá a luta empunhando a verdade
Que a liberdade não é utopia

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