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Mensalinho

O mensalinho do abuso: Bispo é investigado por propina para ignorar crimes

Dossiê aponta indícios de que dom Vilson Dias de Oliveira recebia pagamentos de padres em troca de silêncio sobre barbaridades cometidas

Por: VEJA12/07/2019 às 16:25
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NO VATICANO - O bispo Vilson Dias de Oliveira com o papa Francisco em 2014: acusado de extorquir os pedófilos  (Diocese de Limeira/.)NO VATICANO - O bispo Vilson Dias de Oliveira com o papa Francisco em 2014: acusado de extorquir os pedófilos (Diocese de Limeira/.)

Um dos maiores escândalos de abuso sexual da Igreja Católica no Brasil, revelado na reportagem de capa de VEJA desta semana, não trata apenas de casos de pedofilia que contaram com a conveniência de autoridades religiosas por décadas. Um dossiê enviado ao Vaticano, em dezembro de 2018, aponta fortes indícios da ocorrência de um “mensalinho do abuso“, envolvendo o bispo emérito da Diocese de Limeira, dom Vilson Dias de Oliveira, que, antes de renunciar, teve sob sua jurisdição dezesseis cidades do interior paulista.

Segundo as denúncias, o religioso exigia propinas dos párocos de conduta condenável para deixá-los atuar sem ser investigados – uma prática que teria rendido dividendos visíveis. Vilson possui dez imóveis registrados em seu nome, todos em São Paulo. Metade deles na cidade de Guaíra e os outros em Itanhaém, no litoral sul paulista. Em uma avaliação conservadora, a soma do patrimônio supera a marca de 1,5 milhão de reais. É o verdadeiro milagre da multiplicação imobiliária.

Leia, em VEJA desta semana, a reportagem completa com os relatos de jovens abusados por padres brasileiros. As barbaridades cometidas nas sombras nas últimas décadas, com a conivência de superiores religiosos, só começaram a ficar conhecidas nos últimos meses.

A Polícia Civil e o Vaticano investigam como dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito da Diocese de Limeira, atuou de forma a permitir e acobertar que padres sob sua jurisdição praticassem crimes de abuso sexual. Ao todo, três clérigos são alvo de investigação: Pedro Leandro Ricardo (seis vítimas), Felipe Negro (duas vítimas) e Carlos Alberto da Rocha (uma vítima). 

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