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segunda, 17 de junho de 2019

Bastidores

Site vai contar mais sobre bastidores nebulosos da Lava Jato

Revelações que deixaram nus Moro e Dalagnol terão continuidade, afirma o site The Intercept

Por: REDAÇÃO10/06/2019 às 16:04
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O Brasil amanheceu com o seu espaço institucional manchado pelas revelações do site The Intercept sobre conversas nada republicanas entre dois dos maiores executores da Operação Lava Jato, o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Publica, Sérgio Moro, e o procurador do Ministério Publico Federal, Deltan Dallagnol. Transformados em heróis nacionais pela ala da sociedade que combatia o PT e a esquerda tratando-os como símbolos da corrupção, Moro e Dallagnol estão agora momentaneamente acuados pela inevitável pressão ética e profissional a que foram submetidos.

Em Brasília, os presidentes do Senado, David Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, ambos do DEM, juntamente com o presidente do STF, Sérgio Tofolli, já conversaram na manhã desta segunda-feira sobre tratativas iniciais de parlamentares oposicionistas para a abertura de uma CPI com base nos diálogos publicados. O quevem afligindo a praça política do Distrito Federal é a iminência de novostsunamis. Sabe-se que as revelações de domingo passado são apenas uma pontinha de um imenso e devastador iceberg, conforme adiantaram editores e diretores do site.

Leandro Demori, editor-executivo do portal The Intercept Brasil, disse ao programa Jornal de Domingo que Moro interferia diretamente no MPF. Para o repórter, que também é membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Moro não conhecia limites. O antigo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba conversava com procuradores sobre detalhes de operação, inclusive indicando possíveis depoentes, afirma Demori.

O diretor salientou que a divulgação de mensagens privadas de grupos da força-tarefa da Lava Jato no aplicativo Telegram só está no começo. “O arquivo é absolutamente gigantesco, de proporções que a gente ainda está tentando calcular, mas a gente sabe que tem muita coisa por vir. Muita coisa de interesse público. Então, nossa primeira preocupação é separar o que é de interesse público do que é, obviamente, da vida privada das pessoas envolvidas, porque isso, sem dúvida, o Intercept não vai divulgar”, acentuou. 

PARCIALIDADE - É unânime entre autoridades do universo jurídico e institucional que uma atuação coordenada entre juiz e procurador, por fora das audiências, fere os princípios de imparcialidade da Constituição e o Código de Ética da Magistratura. “Se depois de ler essa reportagem ele (Moro) não ver anormalidade eu realmente me preocupo com a visão de justiça que o ministro da Justiça tem”, comentou Demori. O diretor também explicou que a decisão do site de não ouvir as pessoas citadas antes da publicação da reportagem foi por temer uma eventual censura.

“A gente preferiu ouvir as pessoas citadas depois das reportagens publicadas por dois motivos muito simples: um deles é o que o conteúdo fala por si. A gente não está ouvindo coisas de terceiros. São as próprias pessoas falando com elas, com seus colegas, seus amigos. Quer dizer, não tem como negar o que você disse sendo que você disse. A gente tem os chats e as provas todas. E o segundo motivo é que, nesse caso específico, a gente estava com muito medo que alguém tentasse impedir que o Intercept publicasse as histórias”.   

DÚVIDAS - Sobre a consistência das provas contra Lula no caso do triplex do Guarujá, as mensagens revelam a dúvida do próprio coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol. Segundo Demori, o procurador “não tinha a mínima certeza se o imóvel tinha relação com a Petrobras”. A incerteza se deu, de acordo com a reportagem, a poucos dias da apresentação da denúncia, no episódio conhecido pelo power point, que colocava o petista no topo do esquema de corrupção investigado.

Nas conversas interceptadas, membros do Ministério Público discutiriam possível impacto eleitoral da operação. Uma delas seria a entrevista do ex-presidente Lula ao jornal Folha de S. Paulo, autorizada pelo ministro Ricardo Lewandowski e, em seguida, negada pelo ministro Luiz Fux. Para Demori, o MPF “não tem que estar preocupado com o resultado eleitoral das suas ações ou não”.

O jornalista ainda questionou a validade da Lava Jato no combate à corrupção. “Agora a gente vê que fez-se toda esta operação passando por cima de regras, passando por cima de condutas éticas”, avalia. “A gente imagina que uma operação destas não pode querer consertar o que ela aponta como sendo mal praticando, de outro lado, outras maldades”, lamenta Demori.

Sobre as críticas que a reportagem sofreu dos acusados, Demori ressalta que o MPF não colocou em dúvida detalhes da matéria. Sobre a suposta ação de um hacker, o jornalista ainda lembra que o próprio Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e da Segurança Pública, afirmou que não teria perdido dados telefônicos após o episódio de invasão de seu celular.

Uma fonte anônima repassou ao portal The Intrercept mensagens de texto, fotos, vídeos, documentos e prints de tela dos grupos do Telegram de membros da força-tarefa de Curitiba. “É direito do público e da população brasileira ser informado de como a Lava Jato operou; muitas vezes, de maneira bastante duvidosa, por trás da máscara de isenção”, avalia Leandro Demori.

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