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Segunda, 16 de Outubro de 2017

Mayara Amaral

Dona do motel Gruta do Amor, presta depoimento sobre o dia do assassinato de Mayara

"Mesmo com o quarto lotado de sangue e destruído, ninguém do motel chamou a polícia, estavam mesmo preocupados é com a taxa extra de limpeza."

Por: Redação01/08/2017 às 09:30
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Foto: Reprodução web

 A dona e uma funcionária do motel Gruta do Amor, onde a musicista Mayara Amaral, 27 anos, foi brutalmente assassinada no dia 24 de julho, compareceram para prestar depoimento hoje pela manhã na Defurv (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos). Elas não tiveram o nome divulgado e o advogado das mesmas, Rodrigo Alcântara, disse que só vai se pronunciar quando sair da delegacia.

De acordo com a polícia, foram chamadas para prestar depoimento e esclarecer as informações passadas pelo motel sobre o dia do crime.

Procedimento padrão sugerido pela ABMóteis (Associação Brasileira de Motéis) durante o Check in e Check out não foi realizado pelo motel onde a musicista Mayara Amaral, 27 anos, foi morta, no último dia 25 de julho. A Associação não se posicionou em relação ao local do crime, mas afirma que o quarto deveria ter sido vistoriado antes da liberação dos clientes.

O local estava ‘destruído e com muito sangue’ segundo os funcionários que encontraram o quarto. Na saída, os suspeitos chegaram a deixar o documento da musicista como garantia de pagamento de uma taxa extra para a limpeza, já que não tinham dinheiro. E, apesar da cena de ‘terror’, a polícia não foi chamada.

Mayara foi morta a marteladas, e segundo um dos suspeitos, também foi esganada. Luís Alberto Bastos Barbosa de 29 anos, Ronaldo da Silva Olmedo, de 30 anos, e Anderson Sanches Pereira, 31 anos, foram presos em flagrante pelo crime, na quarta-feira (26). Em depoimento, Luís afirmou que o responsável por matar a musicista foi Ronaldo. Na versão dele, os três haviam combinado de ir ao motel juntos e foi Mayara quem buscou ele e o comparsa em seu veículo, um Gol modelo 1992. Para entrar no local, ‘Cachorrão’ teria se escondido no banco de trás.

Para a polícia, Luís, que é baterista e já havia tocado com a vítima, detalhou que no Gruta do Amor, ‘Cachorrão’ teria matado Mayara enquanto ele usava cocaína. Afirmou que desde o princípio a ideia era roubar a musicista, mas que se desesperou ao ver o que o amigo tinha feito. Ainda assim, eles teriam enrolado Mayara em um lençol e a colocado no porta-malas do próprio carro. Para sair, Ronaldo teria se escondido novamente no banco de trás, enquanto Luís dirigia o veículo, sem nenhum acompanhante. Na guarita ele teria pago a conta, de R$ 100, mas não tinha dinheiro para completar a 'taxa de limpeza', aplicada porque o local estava cheio de sangue.

Segundo o depoimento, mesmo com as evidências de violência na suíte com hidromassagem, oferecida no Motel por preços entre R$ 60 e R$ 80 por 3 horas, a portaria teria apenas se preocupado com o custo adicional para limpar a 'sujeira' na cena do crime. A polícia não foi acionada em momento algum.

Ainda de acordo com o suspeito, ele deixou a identidade de Mayara e um número de celular de uma amiga dela na recepção, como garantia de que voltariam para pagar a taxa.

A polícia só compareceu ao motel depois de rastrear os passos de Mayara através do aplicativo Google Maps, que mostrou os locais em que ela esteve nas últimas horas de vida. Equipes da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, do GOI (Grupo de Operações e Investigações) e da perícia, colheram provas, amostras de sangue e também imagens das câmeras de segurança.

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