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quarta, 13 de novembro de 2019

FALSIFICAÇÃO

Dupla é investigada por falsificar carteira de visita no presídio: 'Ficavam na porta oferecendo por

Ex-mulher de detento se aliou a falso advogado para aplicar o golpe, tanto em Campo Grande como em Dourados. Cerca de 30 pessoas adquiriram o documento.

Por: Por Graziela Rezende, G1 MS12/08/2019 às 12:19
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Polícia apreendeu carteirinhas vendidas por até R$ 3 mil por ex-mulher de detento em MSPolícia apreendeu carteirinhas vendidas por até R$ 3 mil por ex-mulher de detento em MSFoto: Foto: Polícia Civil/Divulgação

Uma mulher, que não teve a identidade revelada, é investigada por falsificar carteirinhas de visita no presídio, tanto em Campo Grande como em Dourados, na região sul do estado. Ela contava com ajuda de um homem, que se passava por advogado e, conforme a investigação, ambos ficavam na porta dos estabelecimentos penais, oferecendo o documento por valores entre R$ 1,5 mil a R$ 3 mil.

"Os agentes passaram a desconfiar de alguns visitantes, já que a carteirinha é igual a original. No entanto, tinha algumas informações trocadas, como a ordem onde é colocado o nome do pai e mãe, por exemplo. Eles então passaram a apreender esses documentos e nós começamos as investigações aqui na delegacia", afirmou ao G1 a delegada Cláudia Gerei, adjunta da Delegacia Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários.

A polícia apreendeu, desde o mês de julho deste ano, cerca de 30 carteirinhas e ouviu a maioria destas pessoas. "Elas foram ouvidas no decorrer do inquérito. São casos de pessoas que eram visitantes de presidiários, porém, por algum motivo como o fato de levarem ilícitos, perderam a carteirinha e então compraram da dupla. Elas reconheceram a suspeita por foto e alegaram que não sabiam que era crime, mas, devem responder também", comentou a delegada.

De início, a investigação também apurou se havia participação de algum servidor no esquema, o que não foi confirmado. "A suspeita é ex-mulher de detento e começou a agir de má-fé mesmo, aliada ao comparsa. Ela então comprou uma impressora e passou a fazer o documento. O modelo é igual ao antigo, fabricada pelo patronato, só que com alterações que nos fizeram desconfiar do documento", relatou Gerei.

Ainda conforme a delegada, o polícia também apurou a real identidade do suspeito, que se passava por advogado. "Nós consultamos a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] e não há nenhum registro em nome dele. Ele e a suspeita vão responder por falsidade ideológica e uso de documento falso. Na semana anterior, uma outra mulher inclusive chegou a ser presa em Dourados, tentando entrar com a carteirinha", finalizou a delegada.

 

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