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Policial que matou esposa por suposta traição tinha três mulheres, diz delegada

O homem também teria praticado violência contra a mãe da vítima

Por: TERO QUEIROZ25/11/2019 às 13:03
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O corretor de imóveis Fernando Enrique Freitas e a Regianni Araujo, de 32, assassinados pelo policial Lúcio Roberto Queiroz SilvaO corretor de imóveis Fernando Enrique Freitas e a Regianni Araujo, de 32, assassinados pelo policial Lúcio Roberto Queiroz SilvaFoto: Reprodução/Facebook

O policial militar ambiental Lúcio Roberto Queiroz Silvam, de 36 anos, acusado de matar a esposa e suposto amante dela, em Paranaíba, no dia 5 de outubro deste ano, teria outros três relacionamentos extraconjugais e também já teria praticado violência doméstica, conforme inquérito da Polícia Civil. 

Segundo a delegada do caso, Eva Maira Cogo, ao menos três mulheres foram até a delegacia e confirmaram terem relacionamentos com Lúcio. “A mais recente foi uma mulher que ele começou em junho de 2019, no Tinder. Esta também mostrou fotos deles juntos, mensagens. É uma pessoa de Aparecida do Taboado", afirmou ao G1 a delegada. Ainda segundo as depoentes, o PMA dizia à todas as três mulheres que ele era divorciado.  "Isso é algo comum entre todas as testemunhas: nenhuma sabia que ele era casado e, quando uma delas descobriu, o questionou e ele teria respondido que apenas estava morando na mesma casa", explicou a delegada.

A polícia também investigou a possibilidade de as vítimas, Regianni Araújo, de 32 anos, e o corretor de imóveis Fernando Enrique Freitas, de 31 anos, terem sido amantes, no entanto, nenhuma prova desse suposto relacionamento foi encontrada. "Não ficou provado. Nós fizemos buscas e conversamos inclusive com amigas muito próximas dela, que sabiam da intimidade. Elas não sabiam de nada e nós então não podemos afirmar se aconteceu com certeza ou não e é por isso que, a todo momento, o Fernando está sendo tratado como suposto amante", ressaltou a investigadora. 

O PMA, Lúcio Roberto Queiroz Silva. Foto: Reprodução/Facebook 

À Polícia Civil, Lúcio negou ter outros relacionamentos e disse também que as discussões entre ele e Regianni se limitavam a discussões resolvidas com conversas. 

No entanto, entre as dezenas de testemunhas ouvidas, a polícia também conversou com a mãe da Regianni, que afirmou que em 2012 o PMA bateu em Regianni durante uma crise de ciúmes e até mesmo a sogra foi vítima de violência ao tentar conter o genro. "Ao tentar intervir, a mãe também fala que foi jogada na parede, só que não houve denúncia", contou a delegada. 

Ainda segundo o inquérito, o PMA demorou 3 minutos para ir de uma casa a outra, a perícia analisou imagens de câmeras e apontou que o assassinato da Regianni demorou 33 segundos. "É o tempo em que ele atira, pega a chave do carro do pai dele e, segundo a testemunha, ele aponta a arma para a vítima e a conversa é a seguinte. Ela fala: você está doido? E ele responde: Tô doido, matei o Fernando e agora vou te matar também. Em seguida, ele atira e sai", explicou Cogo.

O advogado do Lúcio, José Roberto Rodrigues da Rosa, afirmou que não teve acesso a todo o inquérito.

CASO

Lúcio assassinou a esposa Regianni Araujo e o corretor de imóveis Fernando Enrique Freitas,  após descobrir um suposto relacionamento entre os dois.

"As informações que temos é que o Lúcio teria recebido prints de conversas que mostrariam esse relacionamento entre o Fernando e a Regianni. Diante delas, ele foi armado até a casa do corretor de imóveis, passou por um grupo de pessoas que estava na calçada, entrou na residência e assassinou Fernando a tiros", informou na ocasião a delegada.

Conforme a polícia, após assassinar o homem, Lúcio pegou o carro, foi até a casa da família e matou a mulher também a tiros em frente ao próprio pai. "Como a cidade é pequena os crimes foram cometidos com uma distância de tempo muito pequena, por volta das 20 horas do sábado ele matou o Fernando e minutos depois a mulher”. Lúcio fugiu após o assassinado e se entregou na terça-feira (8 de outubro) à Delegacia da Mulher (DAM) de Paranaíba.  

*Com informações do G1.  

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