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segunda, 22 de abril de 2019

CENÁRIO

Arranjos para 2020 favorecem reeleição de Marquinhos Trad

Rose já está controlando o Podemos em Mato Grosso do Sul, posto em suas mãos pela presidenta do partido

Por: REDAÇÃO15/04/2019 às 07:34
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Foto: Divulgação

Se em outubro de 2020 as urnas da sucessão campograndense contrariarem a lógica que delineada hoje, nada mais natural que a política – nuvem imprevisível, como comparava o sábio Ulysses Guimarães – promova suas artes e artimanhas. Até lá, é evidente, muita água vai passar sob a ponte. E o rosário de forças dessa correnteza conduz a embarcação do prefeito Marquinhos Trad (PSD) como a mais competitiva para alcançar o porto final da reeleição.

Há um conjunto de situações com tendência de fatos consumados para alavancar não um, mas dois projetos e, neles, os que estiverem atracados. Uma situação é o apoio já repetido e proclamado várias vezes do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), hoje o principal “cabo eleitoral” com mandato em Mato Grosso do Sul. Outra situação é a base ampliada de sustentação que se recompõe, depois de alguns estremecimentos, sobretudo nos principais fiadores do bloco governista, o PSDB e o DEM.

CHAPA PRÓPRIA

Se lideranças tucanas como a deputada federal Rose Modesto teimarem, desfraldando a bandeira da candidatura própria e marchando na contramão da liderança de Azambuja, não haverá outra saída senão a saída honrosa do partido. Esta é a solução mais simples para Rose, cuja liderança Azambuja premiou com o cargo de vice-governadora e ainda deu o suporte governamental e político para fazer a vitoriosa campanha para deputada, elegendo-se como a mais votada.

Rose já está controlando o Podemos em Mato Grosso do Sul, posto em suas mãos pela presidenta do partido, sua amiga e colega de Câmara Federal, Renata Abreu. É uma das legendas novas que teve bom desempenho nas eleições passadas e vem reforçando a musculatura para 2020 com importantes filiações. Rose não só destituiu os dirigentes originais do Podemos, como também deu investidura no comando do diretório a alguns de seus mais fiéis aliados. Um deles, seu coordenador de campanha, Sérgio Murilo Motta Nascimento, é quem está presidindo o partido.

O maior problema para Rose, caso esta mudança se concretize, não está apenas no aspecto legal – janela partidária agora é só para vereador. O complicador é o impacto político de uma mudança feita sem levar consigo um contingente expressivo de filiados e lideranças. A grande maioria da tropa orgânica do PSDB-MS é fiel a Azambuja. Resta pouca gente para a deputado carregar consigo, o que não deve ser um problema de longa duração porque ela é habituada a desafios. Assim, revitalizar o Podemos, partindo da estaca zero, será uma tarefa exequível, só não se sabe se a tempo de chegar competitivo ao ano eleitoral.

NA ÓRBITA

Sem o PSDB, considerada a hipótese de Rose Modesto não avançar com sua candidatura dentro do ninho tucano. restariam como opções de enfrentamento à reeleição de Marquinhos Trad o MDB, o PT e o PSL. Os emedebistas querem renascer, mas certamente não o farão disputando a maior prefeitura do Estado para perder. Tudo seria diferente se o ex-governador André Puccinelli, seu maior líder, estivesse habilitado para concorrer. Sem ele, o partido ainda não tem quem possa ombrear com o atual prefeito numa disputa majoritária.

O PT está desmilinguido no que tange às possibilidades e projetos eleitorais a curto prazo. Vai ser necessário disputar as eleições em Campo Grande e na maioria dos municípios onde possua capacidade eleitoral. Na capital, o ex-governador Zeca e o deputado estadual Pedro Kemp seriam seus trunfos para fazer boa figura, porém sem chance de chegar ao menos no segundo turno.

O PSL, em que pese a determinação ou a intenção de ter um candidato na disputa – que pode ser um dos dois deputados estaduais, Coronel David e Capitão Contar -, trafega ainda na dependência de ajustes políticos internos no diretório e acaricia um chamado do PSD de Marquinhos Trad para possíveis entendimentos.

A Marquinhos restam algumas agendas complexas para decidir, se não quiser “melar” o pavimento de sua estrada para a reeleição: otimizar o desempenho administrativo, com a conclusão do Projeto Reviva Centro e o destravamento de todas as obras encalhadas, e fazer a opção certa entre permanecer no PSD ou enfileirar-se em outra legenda. Ele tem folgada maioria na Câmara e desfruta de um ótimo ambiente de diálogo com todos os vereadores.

Bem avaliado pela opinião publica, conforme atestou recente levantamento da Ranking Comunicações e Pesquisas, e com trânsito cada vez mais intenso e produtivo junto aos 11 congressistas sulmatogrossenses em Brasília, Marquinhos Trad pode trabalhar com tranquilidade os meses de mandato que têm pela frente. Na semana retrasada, com o lançamento da segunda etapa dos investimentos da parceria Estado-Município, que pode ser visto como mais um carimbo do apoio do governador, o prefeito deu mais um passo para avançar com segurança na direção de 2020.

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