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AMEAÇA

Bivar diz que delegado da PF pode ser "atropelado", que é incapacitado ao cargo e que persegue PSL

Presidente do PSL disse à blog que o delegado da PF não pode investigar um partido só e questionou: "como Marcelo vai sair com essa cortina de fumaça?"

Por: TERO QUEIROZ*07/10/2019 às 10:44
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Deputado Luciano Bivar disse ao blog que há 'seletividade' na investigação do ministro do TurismoDeputado Luciano Bivar disse ao blog que há 'seletividade' na investigação do ministro do TurismoFoto: Reprodução/TV Globo

'Semelhante' a ação movida contra o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, só que agora contra o PSL, o presidente do partido, deputado federal Luciano Bivar (PE), disse “não haver nada concreto”, em indiciamento do Ministério Público que tem como alvo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, suspeito de realizar candidaturas femininas laranjas, nas eleições de 2018 em Minas Gerais. 

Bivar defendeu o colega de sigla, disse que há uma “seletividade” do delegado da Polícia Federal por ter indiciado Marcelo, sem “intimar” nenhum outro partido. 

Em entrevista ao blog da jornalista Andréia Sadi, no G1, nessa segunda-feira (7), Bivar chegou a alertar o delegado da PF apontando que o investigador precisa ter bom senso, se não será atropelado. “Se não, é atropelado pela força da paixão", afirmou o presidente do PSL.

A jornalista, notando a natureza do alerta, questionou Bivar sobre a afirmação, ele rebateu: "É da natureza humana tomar partido. O indiciamento de Marcelo está mais para inépcia [incapacidade] do delegado. Como atinge um partido só? Como Marcelo vai sair com essa cortina de fumaça?", questionou. O caso se assemelha às investigações da Lava Jato contra o Partido dos Trabalhadores, na ocasião entendido como o único partido suspeito.  

Na sequência, Bivar disse que Sérgio Moro não pode interferir, por que “pareceria que há uma ‘interferência’ na investigação”. O presidente do PSL, voltou a reforçar o que ele chamou de “Falta de aguçamento policial”, atacando o delegado da PF. 

USADAS

No entendimento do presidente do PSL, é preciso que a Câmara dos Deputados acabe com a obrigatoriedade de candidaturas femininas, segundo ele, para evitar irregularidades como as investigadas pela PF nas eleições de 2022. 

A lei atual do Tribunal Superior Eleitoral, prevê que ao menos 30% dos recursos do fundo eleitoral sejam destinas a candidaturas femininas, conforme o órgão, um modo de reforçar a igualdade de gênero dentro do ambiente político. 

"As pessoas têm medo de falar, eu também me incluo nessa, porque achamos que vai parecer que somos contra as mulheres. Mas não é isso, precisa explicar: se você perguntar se tem mulher para sair candidata em tudo, não tem. A mulher não quer ser candidata. Vai buscar e não vai achar, e vai ter uma situação díspar. O partido vai colocar o que der para obedecer a regra. Por isso, precisamos mudar a cota feminina", defendeu o presidente do PSL.

"Se tem rolo agora, como dizem, imagine o rolo que vai ser com esse fundo partidário e a gente tendo que destinar 30% para mulheres? Se tem rolo agora, multiplica por 10 na próxima eleição", concluiu.

LARANJAS DO PSL

Na ocasião, o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro é citado em depoimentos na investigação sobre o uso de candidaturas de mulheres na eleição de 2018 para desvio da verba eleitoral no estado de Minas Gerais. Segundo inquérito, ele "era e ainda é o 'dono' do PSL mineiro". À época dos crimes apontados, Marcelo era o presidente estadual do PSL.

A suspeita é que o partido inscreveu essas candidatas sem a intenção de que elas fossem, de fato, eleitas. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que pelo menos 30% dos recursos do fundo eleitoral devem ser destinados a candidaturas femininas.

Candidato "laranja" é o candidato de fachada. Aquele que entra na eleição sem a intenção de concorrer de fato, com objetivos que podem ser irregulares, como desviar dinheiro do fundo eleitoral. Nessa hipótese, o candidato "laranja" empresta o nome para sair como candidato, mas na verdade faz parte de um esquema com outras pessoas.

Ele foi denunciado por falsidade ideológica; apropriação indébita eleitoral (quando o candidato se apropria com os recursos destinados ao financiamento eleitoral para proveito próprio), e associação criminosa. (*Com informações do G1).

 

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