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quarta, 24 de julho de 2019

MUDOU BORDÃO

Bolsonaro: “Brasil e Estados Unidos acima de tudo”, em seguida bateu continência à bandeira american

Presidente fez discurso de 11 minutos e criticou manifestações pela educação no Brasil

Por: TERO QUEIROZ*17/05/2019 às 10:55
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Foto: Marcos Corrêa / PR

Após não ser recebido em Nova York, e sob protestos contra seu governo, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), recebeu o prêmio de personalidade do ano, oferecido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. No evento Bolsonaro também surpreendeu, ao prestar continência a bandeira americana e mudar seu bordão para: “Brasil e Estados Unidos acima de tudo”.

Na segunda parte do slogan governamental, contudo, Bolsonaro errou a frase. No lugar de “Deus acima de todos”, o presidente brasileiro emendou: “Brasil acima de todos”.

O evento foi organizado às pressas por empresários no Texas, um almoço para cerca de 100 pessoas, após Bolsonaro ter cancelado a ida a Nova York, onde ele receberia a premiação, após o prefeito da cidade, Bill de Blasio, dizer que Bolsonaro não era bem-vindo a cidade e o classificar como perigoso e preconceituoso. O Texas por sua vez, por se tratar de um Estado conservador, foi o novo lugar escolhido pelo Itamaraty. A organização World Affairs Council aceitou receber o evento.

Durante o evento Bolsonaro disse amar todo os Estado Unidos, também os nova-iorquinos. E disse que Brasil da atualidade é amigo e respeita os EUA. 

Como já era esperado, no discurso no Texas, Bolsonaro atacou a mídia brasileira, bem como os governos anteriores a seu mandato. Ele também disse ser "um milagre", ter conquistado a cadeira presidencial. Ao comentar a manifestações que ocorreram por todo o Brasil, Bolsonaro classificou como manifestação como ato político da esquerda, desmerecendo todos os milhares de estudantes que foram as ruas pedindo pelo recuo no corte de 30% na verba para educação. 

Durante o evento, na entrada do salão, alguns manifestantes protestavam contra a premiação.  Com bandeiras LGBT, cartazes contra o fascismo escritos em inglês. Alguns gritavam "ele não", durante a entrega do prêmio. 

Coube a Alexandre Bettamio, presidente da Câmara de Comércio, viajar de Nova York para Dallas para premiar Bolsonaro. No discurso de homenagem, o executivo afirmou que era a primeira vez que a homenagem acontece fora de Nova York, mas disse que isso mostra “a tremenda admiração” que brasileiros têm pelos Estados Unidos. Na terça-feira, Bettamio teve de segurar por duas horas e meia, os discursos no evento de premiação que teve a ausência dos premiados em Nova York.

O prêmio é tradicionalmente entregue a um brasileiro e um americano. Neste ano, os homenageados foram Bolsonaro e o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo. Nenhum dos dois compareceu ao jantar de gala para 1 mil empresários em Nova York. Para Dallas, Pompeo enviou um representante. Em vídeo transmitido no evento, Pompeo agradeceu a homenagem e disse que há um “elo muito forte entre os dois países”. “Acho que presidente Bolsonaro vai concordar comigo de que últimos meses têm sido fantásticos na cooperação (entre os dois países)”, afirmou Pompeo na mensagem.

Antes de Bolsonaro, ministros da comitiva fizeram breves discursos aos investidores. O ministro da Economia, Paulo Guedes, falou que “a esquerda tentou unificar a América Latina com ideias obsoletas”, e que Bolsonaro irá “unificar a América Latina com uma economia de mercado”.

Pompeo diz que Bolsonaro e Trump tentam eliminar obstáculos entre os países

O secretário de Estado norte-americano,Mike Pompeo, afirmou há pouco que os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, tentam eliminar os obstáculos entre os dois países. “Vamos continuar nossas conversas e o diálogo de comércio e de negócios”, afirmou Pompeo, num vídeo transmitido na cerimônia de entrega do Prêmio Personalidade do Ano, entregue aos dois presidentes pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. O secretário de Estado dos EUA não compareceu à solenidade.

Pompeo afirmou que os dois países têm um elo forte, com enfoque na segurança, prosperidade, democracia e direitos humanos. Ele disse também que está “motivado” e que há uma “dedicação” de Bolsonaro para melhorar a economia, com reformas. “Eu gostaria de continuar o trabalho que temos com Bolsonaro, de oportunidade econômica e paz entre os dois países”, disse.

Pompeo disse também que quer criar um fórum de energia para melhorar a relação de negócios entre os dois países.

Fonte: *Estadão 

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