REVIVA PMCG COMPET

MS Notícias - Sua Refência em Jornalismo no MS

sexta, 06 de dezembro de 2019

SEMELHANTE

Esquema de 'rachadinha' que 'pôde' ser investigado leva a prisão de suspeitos no DF

Esquema evolvia funcionários fantasmas e pagamentos cobrados por pessoas em cargos de confiança

Por: TERO QUEIROZ*02/12/2019 às 13:39
ComentarCompartilhar
Na primeira etapa da operação, em 20 de setembro, um funcionário do gabinete da deputada Telma Rufino (PROS) foi preso preventivamente. A deputada não é investigadaNa primeira etapa da operação, em 20 de setembro, um funcionário do gabinete da deputada Telma Rufino (PROS) foi preso preventivamente. A deputada não é investigadaFoto: Reprodução/PCDF

A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão durante uma operação que investiga nove pessoas envolvidas em esquemas de "rachadinha", prática em que funcionários de gabinetes devolvem parte do salário para o contratante, na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O "pôde" dessa reportagem está relacionado ao esquema semelhante que aconteceu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na época em que era deputado estadual, de 2003 a 2018. Essa suspeita não pode ser investigada dada a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de suspender as investigações do caso atendendo a pedidos do filho do presidente Jair Bolsonaro.  

No entanto, a Operação Escalada que ocorreu na manhã desta segunda-feira (2) no Plano Piloto em Brasília, por meio da Coordenação Especial de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor/Draco), não é freada e teve sua primeira fase deflagrada em 20 de setembro, cumprindo naquele mês uma prisão temporária e duas de busca e apreensão, expedidas em contra um funcionário de gabinete da ex-deputada Telma Rufino (Pros-DF).   

Na ocasião, a deputada Telma Rufino foi considerada inocente, e foi encontrado e apontado como suspeito um dos seus funcionários, Deivid Lopes Ferreira, que segundo os investigadores, ele se valia do cargo que ocupava e abusou da confiança, praticando crimes de tráfico de influência e falsidade ideológica, entre outros crimes ainda em apuração, de acordo com a Polícia Civil. 

Cinco dias após a prisão, o suspeito foi liberado, exonerado do cargo e agora responde em liberdade, pelos crimes de peculato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e concussão. Na operação desta segunda-feira (2), foram recolhidas malas com documentos, boletos e anotações de valores altos na casa de pessoas ligadas ao suspeito. 

De acordo com o delegado com o coordenador da Cecor, delegado Leonardo de Castro, Deivid usava a influência que tinha com os parlamentares para contratar pessoas para cargos comissionados nos gabinetes. Até o momento, foram confirmados os crimes no gabinete da ex-deputada distrital e do deputado Hermeto (MDB).  "Ele tem influência política. Trabalhou para alguns deles durante a campanha e conseguia fazer esse esquema nesses gabinetes. Ainda estamos investigando a participação de outros", afirmou.

O diretor da Draco, Adriano Valente, explicou que o grupo pegava quase o salário todo dos funcionários que aceitavam o esquema. “O cartão bancário das vítimas ficava sob posse do Deivid. Pegamos mensagens de uma funcionária pedindo R$ 200 para comprar remédio. Outra, que tinha tido filho a pouco tempo, pedia o mesmo valor para comprar comida. Ao que tudo indica, o grupo pegava boa parte do salário", ressaltou o delegado.

A suspeita é que o funcionário tenha começado as atividades por indicação do deputado distrital Fernando Fernandes (Pros). A polícia investiga. Por meio de nota a assessoria do parlamentar nega que ele tenha indicado Deivid para o cargo e afirma que não tinha conhecimento da ''rachadinha'' e que nunca pediu ou exigiu valores dos vencimentos de qualquer servidor comissionado. 

Também em nota, o deputado Hermeto (MDB) informou que no gabinete dele não existe rachadinhas. ''Repudio qualquer prática ilegal e espero que as investigações esclareçam os fatos'', diz o texto.

Já a ex-deputada Telma Rufino, suplente de Fernando Fernandes, disse que não se manifestará sobre o caso, tendo em vista que o ex-servidor não figurava entre suas indicações no período em que ocupou a titularidade do mandato, entre janeiro e novembro deste ano.

Entre os investigados estão o Deivid, líder do esquema; três servires da Câmara Legislativa e três pessoas que atuavam fora da casa. Nenhum deles está preso. Leonardo de Castro explicou que por se tratar de um crime sem uso de violência, a Justiça considera que não há motivos para prisão, por enquanto. Os sete responderão em liberdade.

Fonte e parte do texto: *Correio Braziliense por Caroline Cintra.  

Deixe seu Comentário

TV MS

05 de dezembro de 2019
Sete bairros da Capital são beneficiados com entrega de UBS no Alves Pereira 

Últimas Notícias

Ver Mais Notícias
MS Notícias - Sua Refência em Jornalismo no MSRua Rodolfo Andrade Pinho, 634
CEP 79090.050 - Vila Taveirópolis
Campo Grande/MS
 (67) 99150.1270
Editorias
Institucional
Mídias Sociais
© MS Notícias. Todos os Direitos Reservados.
Desenvolvimento Plataforma