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quinta, 25 de abril de 2019

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Podemos sai das mãos de Sertão, incorpora PHS e quer Rose em 2020

Os desdobramentos criaram um cenário que afastou o Podemos dos partidos

Por: REDAÇÃO14/02/2019 às 07:38
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Representando Reinaldo Azambuja em reunião em Foz do IguaçuRepresentando Reinaldo Azambuja em reunião em Foz do IguaçuFoto: Reprodução Facebook

Campeã das urnas em 2018, com os 120.901 votos que a consagraram na disputa por uma vaga na Câmara, a deputada federal Rose Modesto (PSDB) não vem usando esse desempenho para criar um ambiente artificial de pressão ou de indução política com vistas à sucessão municipal em Campo Grande. Porém, dois acontecimentos recentes podem estar gerando um cenário que sugere um repensar sobre as eleições de 2020: o Podemos, que está incorporando o PHS por força da cláusula de barreira, deixa de ser dirigido pelo empresário Cláudio Sertão e  fica à disposição da tucana.

A mudança foi confirmada ontem (quarta-feira - 13) e tem o aval da deputada federal Renata Abreu (SP), presidente nacional do Podemos. Ela esteve depois das eleições na capital de Mato grosso do Sul, juntamente com um dos dirigentes nacionais do PHS, para ajustar a caminhada dos dois partidos nas eleições estaduais. A intenção era reforçar o palanque  do juiz federal aposentado Odilon de Oliveira, candidato do PDT ao governo, e por o partido à sua disposição. Contudo, esse desejo ficou só na intenção.

Os desdobramentos criaram um cenário que afastou o Podemos dos partidos que disputavam a sucessão estadual e o aproximou, gradualmente, de Rose Modesto. Um dos motivadores é o poder político e eleitoral da deputada. Antes de ser a mais votada da Câmara, ela já tinha sido vereadora em dois mandatos, vice-governador e candidata a prefeito em 2016. Deu um susto no principal adversário, Marquinhos Trad (PSD), levando a disputa para o segundo turno.

O pessedista derrotou Rose, mas não foi uma vitória tranquila. Ele teve 241.786 votos contra 169.660 de Rose. Com essa performance, mesmo sem ganhar a Prefeitura ela ficou cacifada para outros voos. Poderia optar por uma vaga no Senado. Todavia, já estava com seu nome desenhado no quaro de alternativas do PSDB para a Câmara dos Deputados.

O fato de ser indiscutível o perfil competitivo de Rose, por suas maiúsculas votações, estaria levando a cúpula nacional do Podemos a montar um mosaico de candidaturas majoritárias em algumas capitais, entre elas Campo Grande. O empecilho é a perspectiva de um entendimento que vem sendo ensaiado entre o líder maior do PSDB, o governador Reinaldo Azambuja, e o prefeito Marquinhos Trad. Ambos andam trocando favores e gentilezas, com diversas cenas de cooperação administrativa e política. Só falta avançar até o eleitoral.

O outro lado da moeda não pode ser desprezado. Com a eleição de três deputados federais (Rose, Beto Pereira e Geraldo Resende, que se licenciou, dando lugar a Bia Cavassa) e cinco estaduais (Paulo Corrêa, Onevan de Matos, Marçal Filho, Felipe Orro e Rinaldo Modesto), o tucanato vem crescendo o olho na direção da Prefeitura. Rose não foi e não se sente obrigada a aceitar tacitamente uma eventual aliança entre Azambuja e Marquinhos, com o PSDB indicando o vice.

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