MS Notícias - Sua Refência em Jornalismo no MS

terça, 25 de junho de 2019

SEM REAJUSTE

Sem assumir claramente, governo e aliados já temem atraso nos salários

Pontualidade no repasse dos salários sofre neste momento sua maior ameaça

Por: REDAÇÃO23/05/2019 às 08:11
ComentarCompartilhar
Foto: Reprodução/Facebook

Até agora, no segundo mandato e com 52 meses completos de governo, o tucano Reinaldo Azambuja (PSDB) vem conseguindo um feito extraordinário para a conjuntura recessiva que afeta os estados e vem demolindo as finanças publicas do País. Se em outros estados as receitas anêmicas travam as administrações e criam barreiras ao atendimento de demandas inadiáveis, como o salário em dia do funcionalismo, em Mato Grosso do Sul a categoria não pode reclamar desse item, que sequer consta das pautas de negociação salarial.

Entretanto, o céu de brigadeiro começa a ser visitado por nuvens ameaçadoras. Maio, o mês que ficou tradicionalmente identificado pela data-base de reajustes salariais, não vai fechar com qualquer índice permanente de evolução nos ganhos dos trabalhadores.  Só uma compensação transitória foi obtida, que é a prorrogação do abono de R$ 200,00 por mais 12 meses. Assim, em maio de 2020 o servidor sul-mato-grossense terá o seu último mês contemplado com um benefício transitório e ninguém sabe se até lá o Governo terá condição de retomar a política de reajuste ou de reposição de salários.

 Os secretários estaduais Eduardo Riedel, de Governo e Gestão Estratégia, e Roberto Hashioka, e Administração e Desburocratização, foram taxativos ao afirmar que não há neste momento qualquer chance de reajuste. Depois de destacarem o esforço que faz o governo para bancar mais 12 meses de abono, transitaram retoricamente por estradas adjacentes ao calendário de pagamentos, mantido heroicamente até aqui. Com isso, e a base governista na Assembleia Legislativa já vem sinalizando a hipótese, nasceu o receio de que a pontualidade no repasse dos salários sofre neste momento sua maior ameaça.

Para liberar Mato Grosso do Sul da longa e generalizada asfixia financeira, é preciso que se concretize o atendimento de algumas pautas de fundamental significado, como a recomposição dos critérios de amortização das dívidas (Mato Groso do Sul desembolsa todo mês mais de R$ 100 milhões) e a desoneração dos estados. Sem isso, não há como projetar a curto prazo o afrouxamento de políticas ou medidas de austeridade que quase sempre afetam primeiro a folha do funcionalismo e outros itens de custeio.

Deixe seu Comentário

TV MS

14 de junho de 2019
Atrizes de espetáculo em cartaz há 19 anos falam dos bastidores

Últimas Notícias

Ver Mais Notícias
MS Notícias - Sua Refência em Jornalismo no MSRua Rodolfo Andrade Pinho, 634
CEP 79090.050 - Vila Taveirópolis
Campo Grande/MS
 (67) 99150.1270
Editorias
Institucional
Mídias Sociais
© MS Notícias. Todos os Direitos Reservados.
Desenvolvimento Plataforma