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Suspeito de pagar "mensalinho", prefeito tem cargo cassado em MS

Defesa fala em reversão à decisão

Por: TERO QUEIROZ02/04/2019 às 09:27
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Foto: Reprodução/Diário Corumbaense

Por nove  votos a favor da cassação e um contra, sendo que na casa tinham dez vereadores, Carlos Anibal Ruso (PSDB), teve mandato de prefeito cassado, nesta segunda-feira, 1º de abril, na Câmara Municipal de Ladário.  

Fábio Peixoto (PTB) e Jonil Júnior Gomes Barcelos (PMN), pediram afastamento, isso para dar mais crédito à votação, já que, ambos os vereadores e o presidente da Casa, Daniel Benzi (MDB), ajudaram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Ministério Público (MP/MS), a colher provas de que o ex-prefeito pagava "mensalinho" à sete vereadores. Ruso e os parlamentares suspeitos estão presos em Campo Grande, desde 26 de novembro de 2018.

O relatório da Comissão Processante, foi favorável às denúncias de infrações político-administrativas cometidas por Ruso. A investigação apontou que Ruso, comandava  esquema para ter apoio político dos vereadores, com pagamentos mensais que chegavam à R$ 3 mil, cada. 

?Segundo o site Diário Corumbaense, Daniel Benzi, disse que o próximo passo é publicar o decreto que traz a decisão da comissão, oficializando a cassação de Ruso.

“Ele está cassado ao ser condenado aqui político-administrativamente. Independente do que ocorra na esfera judicial, ele não volta mais ao cargo. O próximo passo é publicar o decreto”, explicou Benzi.  

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), vereador Gesiel Paiva Figueiredo, classificou o momento como difícil para o município. “É um momento negro para Ladário. Nada disso teria acontecido se as partes envolvidas não tivessem participado dessa situação. Porém, cabe a nós desempenhar esse papel de decidir. Analisamos e estudamos todos os fatos até chegarmos à cassação”, declarou.

A defesa de Ruso, advogado Elton Nasser, disse já ter medida judicial para reversão á decisão.  

“No nosso entendimento houve cerceamento de defesa e houve inclusive incorreta adequação da norma ao caso concreto. Diante disso, vamos tomar medidas que o caso requer no sentido de salvaguardar os direitos do Carlos Ruso, na esfera eleitoral. Vamos apresentar a ação cabível, onde prefiro fazer o histórico na própria petição. O que falei na tribuna, extremamente de forma respeitosa, foi no sentido que houve a afronta às garantias constitucionais na ampla defesa contraditória e essa situação vai ser objeto de exame mais profundo no judiciário e todas essas questões podem ser acolhidas”, declarou o advogado de Ruso.

O advogado da Câmara de Ladário, George Fuentes de Oliveira, lembrou que a decisão de cassação é referente ao julgamento político de Ruso.

“O atual prefeito, Iranil Soares, continua no cargo como prefeito. Por conta dessa decisão o ex-prefeito está cassado, perdeu seus direitos políticos. A ação penal e criminal fica sob competência da Justiça. Não quer dizer que a defesa não possa questionar na Justiça, mas na Câmara, o plenário é soberano e a decisão já foi tomada”, explicou.

ENVOLVIDOS 

Também tramitam na Câmara Municipal de Ladário mais sete processos que investigam infrações cometidas pelos vereadores afastados: Vagner Gonçalves (PPS), Agnaldo dos Santos Silva Junior (PTB), André Franco Caffaro (PPS), Augusto de Campos (MDB), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (PMN), Osvalmir Nunes da Silva (PSDB) e pastora Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB) única que responde ao processo em prisão domiciliar.

As sessões as votações dos relatórios das Comissões Processantes ocorrerão durante esta semana.  

O suposto mensalinho pago pelo prefeito cassado Carlos Ruso, conforme o Gaeco e o Ministério Público Estadual, acontecia há mais de um ano. 

Indicação de cargos na Secretaria de Educação, pelos vereadores acusados, também fazia parte do esquema, e quem cuidava da nomeação era o então secretário de Educação, Helder Botelho, que também está preso. Os parlamentares ainda teriam barrado uma CPI que averiguava denúncias de irregularidades na Saúde.

A investigação fez apreensões em dinheiro, gravações telefônicas e de vídeo.  

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