26 de janeiro de 2021
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SAFRA 2020

Produção de Mato Grosso do Sul atinge recorde e ultrapassa estimativas

Estado registrou um aumento de 15,82% na produtividade, 21,99 milhões de toneladas, em relação à safra de 2019 (18,99 milhões de toneladas)

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que - diferente do que era esperado em outubro - a safra estadual de Mato Grosso do Sul cresceu em área plantada e colhida (2,97% e 3,12% respectivamente). Soja, o milho e o algodão são os três principais produtos do grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas, que representaram em 2020 cerca de 99% da produção e responderam por 97,5% da área colhida. Um aumento de 15,82%, 21,99 milhões de toneladas, em relação à safra de 2019 (18,99 milhões de toneladas) representam que MS ultrapassou as estimativas originais e atingiu um recorde na produção. 

Áreas plantadas e colhidas subiram de mais de, 5 bilhões e 790 mil hectares para 5.962.272 de ha (cinco bilhões, novecentos e sessenta e dois mil, duzentos e setenta e dois de hectares); e de mais de 5 bilhões 782 mil para 5.962.272 ha (cinco bilhões, novecentos e sessenta e dois mil, duzentos e setenta e dois) respectivamente.

Em comparação com 2019, a área destinada ao algodão e milho caíram 16,5% e 0,53%, enquanto da soja aumentou em mais de 8%. Isso faz com que Mato Grosso do Sul fique responsável por 8,7% da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, figurando como a 5ª maior do país em participação.

Dados do IBGE revelam que Mato Grosso ainda é o Estado que lidera como produtor nacional de grãos (28,7% da produção); seguido pelo Paraná (15,9%), Rio Grande do Sul (10,3%), Goiás (10,3%), Mato Grosso do Sul (8,7%) e Minas Gerais (6,2%).

Entretanto foi MS quem registrou variações positivas nas estimativas da produção (9,8% ou 2,0 milhões de toneladas), enquanto demais Estados não passam de 2%. Em São Paulo (1,8% ou 177 mil t), em Goiás (0,2% ou 55,9 mil t), no Paraná (0,1% ou 54,4 mil t), no Tocantins (0,7% ou 35,1 mil t), em Pernambuco (1,9% ou 4,7 mil t), no Acre (0,2% ou 232 t) e no Espírito Santo (0,0% ou 28 t).

Com a sequência da alta da soja, informações do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgadas ontem (13.jan.2020), pelo IBGE apontam que, em 2021 a safra nacional de grãos deve atingir seu terceiro recorde consecutivo. A leguminosa em destaque e suas primeiras estimativas (129,7 milhões de toneladas) indicam que a produção nacional deve aumentar em 8,2 milhões de toneladas, 6,8% a mais do que 2020.

Carlos Barradas é analista de Agropecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e explica a ascensão da soja frente aos demais produtos. “Em função dos preços mais compensadores da soja, em relação ao milho, os produtores são estimulados a ampliar suas áreas de cultivo da oleaginosa, que em 2021 deve representar mais de 57% da área total utilizada para o plantio de grãos do país”, diz.

Se um dos vilões de 2020 foi o preço do arroz e suas oscilações e aumentos de preço, que levaram o governo a zerar as tarifas de importação para contê-los, esta terceira estimativa (11 milhões de toneladas) aponta aumento de 0,8% na produção em relação ao prognóstico anterior, mas ainda há declínio, também de 0,8% em relação a 2020.

“Nos últimos meses, os preços do arroz atingiram patamares elevados, levando o governo a zerar as tarifas de importação para contê-los. O Rio Grande do Sul é responsável por quase 70% da produção nacional, e suas lavouras são irrigadas e associadas à alta tecnologia e manejo adequado, permitindo alcançar altas produtividades”, finaliza o analista do IBGE.

Tabelas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, com dados que mostram a produção; áreas plantadas e colhidas, além do rendimento médio por período da safra e produto em Mato Grosso do Sul, podem ser acessadas através do Sistema IBGE de Recuperação Automática - SIDRA.