22 de setembro de 2020
Campo Grande 27º 18º

Banda douradense é destaque na imprensa do Rio de Janeiro

“Já temos trilha sonora para quando as seleções de Uruguai, Argentina, Colômbia, Equador e, por que não, Brasil entrarem em campo a partir de 13 de junho. Ou também para quem acha a Copa um absurdo e prefere ficar longe da televisão por um mês ouvindo o hardcore mais sujo e gritado possível”. A avaliação é do jornalista Eduardo Almeida, do blog ‘Amplificador’, do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, sobre o CD lançado pela banda douradense Xupa Kabras, formada por Felipe Duarte (vocais), Victor Dejard (guitarra), Arthur Banzatto (baixo) e Pablo Tedeschi (baterista). O álbum ‘Copa y pelea’, de 16 faixas, foi lançado oficialmente no dia 14 deste mês, e traz faixas que, pelos títulos, já chamam atenção. ‘Tereré não é chimarrão’, ‘Ninguém vai comer a minha filha’, ‘Eu odeio o século XXI’ e ‘Bestialidade personificada’ são algumas delas. Nas músicas, referências bem humoradas ao futebol, como explicitado na faixa-título do CD, e nas demais. Segundo divulgado pela banda, o trabalho foi inspirado no blog de futebol ‘Impedimento’ (confira a página clicando aqui). ‘Copa y pelea’ é um ‘portunhol’ escrachado: Copaaaaaaaaaa Peleaaaaaaaaa Muerte al futbol arte Que se jueda toda bolerage Acá no hay osadía ni tampoco hay alegría Copaaaaaaaaaa Peleaaaaaaaaa Menos baile, más catimba No a las botas coloridas Bandana es permitido Ayuda a ganar el partido Copaaaaaaaaaa Peleaaaaaaaaa O álbum tem ainda algumas participações especiais, como a de Camilo Quadros, da também banda douradense, Cueio Limão. Há também uma adaptação de um poema do poeta Emmanuel Marinho na faixa ‘Genocídio’. A banda de ‘róqui pauleira’ como eles mesmos se intitulam, surgiu de um ‘falido’ time de futebol amador douradense. “Após anos levando uma vida desregrada a base de cerveja e x-bacon, os jovens atletas foram perdendo a forma física, o que acabou prejudicando o desempenho nos campos, gerando uma grande crise na equipe. A hora de parar havia chegado. Como não queriam abrir mão da fama, do dinheiro e do assédio feminino, os ex-boleiros optaram por trocar as chuteiras por instrumentos musicais. É a primeira vez na história da humanidade em que uma equipe desportiva se transforma em conjunto musical", resume a banda em uma página na internet. Dourados News