30 de novembro de 2020
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Confira as indicações dos principais espumantes para ceia de ano novo

Onipresente em celebrações de fim de ano, o espumante viu seu consumo saltar quase 30% nos últimos cinco anos no país, de acordo com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho). É de outubro a dezembro, segundo a entidade, que se concentra a venda de 54% de espumantes produzidos por vinícolas brasileiras, bebida que ostenta crescente reconhecimento.

Não à toa: brasileiros ou não, esses vinhos ricos em borbulhas são símbolo das comemorações que se espalham pelo final do ano. Para ajudar na tarefa de eleger os espumantes protagonistas desta temporada, a colunista de vinhos da Folha, Alexandra Corvo, fez uma seleção de 15 rótulos.

Como nem tudo o que borbulha é champanhe, bebida produzida exclusivamente na região de Champagne, na França, as sugestões foram divididas em cinco categorias.

Além da tradicional bebida francesa, há exemplos de cavas espanholas, proseccos italianos, espumantes brasileiros e também representantes de regiões menos consagradas na produção desse tipo de vinho -mas que merecem atenção, como Portugal e Austrália.

Com características e origens próprias, cada estilo de espumante também pode servir a diferentes orçamentos. O "Comida" apresenta suas diferenças básicas, traz informações sobre métodos de produção e faz sugestões de pratos para combinar à mesa.

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CAVA

Espumante mais famoso da península ibérica, tradicionalmente produzido na Catalunha (Espanha), é feito com o método tradicional (com a segunda fermentação na garrafa). Pode ser produzido com diversas cepas, que dão origem a vinhos de diferentes estilos. Os mais leves vão bem com queijos frescos e saladas crocantes. Os mais complexos, combinam como champanhe.

PROSECCO

Tipo de uva que dá origem ao espumante italiano de mesmo nome feito tradicionalmente na região do Vêneto, nos arredores das comunas Valdobbiadene e Conegliano. Em 2010, Prosecco passou a designar a região de produção e a uva passou a chamar glera. Elaborado pelo método charmat, frutado e refrescante, pede pratos vivazes e leves como ceviches. Combina com frios, como salame

ESPUMANTES BRASILEIROS

No Brasil, são encontradas bebidas feitas com métodos charmat ou tradicional. A serra gaúcha, no Rio Grande do Sul, é uma região emblemática de produção no país. Mas outras também elaboram a bebida, como o Vale do São Francisco, onde há produção de moscatel. Em geral, os brasileiros podem variar, mas costumam ter um lado mais exuberante que outros espumantes, por isso combinam com pratos que tenham contrastes de doce e salgado, como risotos com queijos fortes e saladas com frutas e queijos.

CHAMPANHE

Só pode ser produzido na região de Champagne, ao nordeste de Paris (França). Geralmente, é fruto de uma combinação de diferentes cortes de vinhos, que devem passar por duas fermentações. A segunda, na garrafa, é a que dá origem ao gás carbônico responsável pelas borbulhas. Combina com pratos com manteiga, creme de leite e lácteos em geral, além de peixes defumados e sabores trufados.

OUTRAS REGIÕES

Além das origens mais conhecidas, existem espumantes feitos em regiões menos tradicionais, que valem ser provados. É o caso dos portugueses, de grande potencial aromático, e dos argentinos, que podem ser frutados e cheios de sabor. Já a Austrália cada vez mais aproveita o clima frio de algumas regiões em altitude para plantar vinhedos para a produção de espumantes de alta qualidade, geralmente produzidos com método tradicional.

Charmat x Tradicional

Diferentes métodos de produção de espumante

CHAMPENOISE Também chamado de "tradicional", é o método de produção do champanhe. No processo acontecem duas fermentações: a primeira, na cuba ou em barricas de carvalho, e a segunda, na garrafa, quando o gás carbônico responsável pelas borbulhas é produzido.

CHARMAT Depois da primeira etapa, a segunda fermentação acontece em tanques que preservam o gás produzido, que é armazenado e, depois do fim do processo, conduzido às garrafas

Folha de São Paulo