21 de outubro de 2020
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Dia do Livro: Mesmo com tecnologia, folhear ainda é paixão de muitos

Hoje, dia 23 de abril, é o Dia Internacional do Livro, e para relembrar a data, o Dourados News visitou um sebo, estabelecimento que vende e troca livros novos e usados. Apesar de toda a tecnologia disponível atualmente, que possibilita ler qualquer livro que seja em um aparelho de celular, por exemplo, folhear as páginas de um bom exemplar ainda é algo muito mais atrativo para os amantes da leitura. Há 12 anos no ramo dos sebos, o comerciante Roberto Miagui, 65, cuida do negócio com a esposa, Maria Cecília Miagui, 56. Os dois entraram no negócio por meio do filho mais velho, que é amante dos livros e viu a oportunidade, já que o local batizado de ‘sapiência’ (sinônimo de sabedoria) foi o primeiro da cidade a ser exclusivamente um sebo. “Eu acho que a magia de ler um livro nunca vai acabar. Você pegar um exemplar, sentir como se ele tivesse sido feito exclusivamente para você, e viajar naquela história, é algo único. Quem é amante da leitura nunca vai deixar de fazer isso. E quem não é ainda se encanta, e se torna também”, disse Maria Cecília, que é fã de livros religiosos e de autoajuda, enquanto o marido gosta mais dos de guerra e história. Nas prateleiras do Sapiência, centenas de títulos de diversos gêneros. Livros didáticos, literatura clássica brasileira e estrangeira, sucessos contemporâneos como a saga ‘Crepúsculo’, entre vários outros. Na lista dos mais procurados pelos clientes, romances para ‘elas’, como os de séries com nomes femininos (‘Jessica’, entre outros) e aventura para ‘eles’, como os famosos gibis ‘Tex’. Há também, segundo os comerciantes, algo que chama a atenção: a procura por títulos regionais. “Os livros de Lori Alice Gressler, sobre a história de Dourados, e de Brígido Ibanhez, como ‘O último dos bandoleiros’ são os mais vendidos disparado, verdadeiros best sellers [mais vendidos, em inglês] locais. As pessoas têm sim um interesse grande por literatura regional, pena que a oferta não é tão grande como poderia”, explicou Maria Cecília. Para Miagui, as pessoas ainda precisam descobrir os sebos como um acesso a leitura. “Os livros aqui custam metade, ou menos da metade do preço nas lojas. É uma alternativa para um acesso mais fácil, até porque muitos livros são caros, e isso afasta as pessoas deles”. E sobre a tecnologia que influencia até nos próprios sebos, que hoje podem vender exemplares pela internet, Miagui diz que é uma concorrência, já que ele não trabalha com isso. No entanto, o comerciante acredita também que a ferramenta é algo muito bom. “Quanto mais pudermos fazer o livro chegar até as pessoas, melhor né!”, exclamou. Dourados News