18 de setembro de 2020
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Estação Primeira utiliza materiais recicláveis e relembra história da Bahia de todos os Santos

O carnaval está chegando e as escolas de samba dando os toques finais em suas fantasias e carros alegóricos. Em meio as diversas fantasias, algo que chama atenção é a utilização de materiais recicláveis, como cordel de saco de batata, papelão e palha. “ Nada se perde, tudo se transforma”, afirma o carnavalesco da Estação Primeira do Taquarussu, Manoel Lemos.

A Estação Primeira é uma dessas escolas que até hoje mantém a tradição. Fundada em 1978 por Gregório Ferreira Tlaes, o motivo que o levou a estruturar a escola foi a paixão pelo samba e pelo carnaval. A escola teve seu primeiro desfile no ano de 1979 na Rua 14 de Julho, e contava com cerca de 300 pessoas. O enredo foi  “As cores do arco-íris”, relembra o fundador. “Três escolas disputavam sadiamente o carnaval. Era a já extinta Acadêmicos do Samba, Igrejinha, que este ano volta a desfilar, e a Estação Primeira.

O carnavalesco Manoel Lemos explica que no momento que acaba o carnaval, já é começado a pensar no do próximo ano. Primeiramente é feita a escolha do tema, após a pesquisa do que foi escolhido, e por fim a transformação, que é colocar um “ar” de carnaval dentro do enredo, ou seja, algo que identifique carnavalescamente, como as cores, brilhos, carros e fantasias.

O samba-enredo é escrito pelos compositores a partir da história e sinopse que irão utilizar no desfile. Neste ano, o enredo da Estação Primeira é “Mãe  Menininha dos Gantois, Minha Mãe  Ylá Orixá, Filha de Oxum, Vem Me Proteger, Vou Usar Um Pantuá”.

A escolha do tema não é direcionado ao candomblé em si, mais sim à Bahia de Todos os Santos, como é conhecida, é mostrar a raiz africana. A intenção é colocar dentro da avenida e mostrar aos foliões e a comissão organizadora a parte cultura, a relçigião a cozinha e a afuxé, ou seja, a cultura da Bahia.

É feita uma pesquisa mais aprofundada e colocar nela o sentimento que envolve o preconceito, já que todos vêem o candomblé com “maus olhos”. “Para mim PE opção de vida e religião, isso é uma coisa muito séria é um trabalho com carinho”, afirma Manoel.

Para o carnavalesco, nos últimos anos Campo Grande é um município que tem de tudo para ter um grande carnaval, porém faltam incentivos partindo do setor cultural do Estado e do município, além da falta de incentivo de grandes empresários que não tem patrocinado as escolas de samba. Para ele, com um maior incentivo o turismo cresce e o capital gira.

Tayná Biazus