25 de setembro de 2020
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Falta de conhecimento ainda é motivo de preconceito entre religiões

Criado em janeiro de 1890, o dia 7 é conhecido como Dia da Liberdade de Culto. Esse dia é bastante importante em um país como o nosso, visto que o Brasil possui diversas religiões espalhadas por todos os cantos. A liberdade e o respeito às diversas religiões são fundamentais para que a população conviva pacificamente e enriqueçam a cultura nacional. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância, sendo a prática religiosa.

O budismo, catolicismo, protestantismo, cristianismo, testemunhas de Jeová, espiritismo, judaísmo, umbanda e candomblé são algumas das religiões existentes no Brasil.

Sabendo do valor que cada religião tem na vida das pessoas, e de como é importante não haver distinção entre elas a reportagem do site MS Notícias entrou em contato com o presidente da Fecams (Federação dos Cultos Afro-brasileiros e Ameríndios do Mato Grosso do Sul), conhecido como Irbs, para saber a sua opinião em relação a esta data.

Irbs acredita que hoje o preconceito não está na religião sem si, mas sim, nas pessoas que muitas vezes não respeitam uma ou outra por falta de conhecimento.  Para ele cada um tem uma maneira diferente de expressar sua fé, e devido a essas maneiras é que pode acontecer o preconceito.  Como exemplo o presidente cita as oferendas que são feitas na religião umbandista. Assim como os católicos acendem velas em suas igrejas para agradecer ao seu santo, o umbandista e os adeptos ao candomblé fazem através de velas, comidas, bens matérias, por exemplo, o seu agradecimento. Essas oferendas muitas vezes são chamadas de macumba pelos de desconhecem a religião.

O artista plástico Fábio Rogério Jara, 25, é espiritualista e para ele a base de tudo é a liberdade de cada um escolher a sua religião e respeitar a do outro. Fábio explica que já sofreu preconceito devido a doutrina que escolheu, e que o dia de hoje é importante para que todos expressem seus manifestos e busquem conhecer cada religião.

Fábio tenta difundir o espiritualismo através de redes sociais e rodas de amigos, para que as pessoas não enxerguem a religião de forma errônea. “Muitas vezes algumas pessoas nos veem de forma preconceituosa, mas isso acontece porque não há conhecimento aprofundado sobre o assunto, por isso tento divulgar o máximo possível através de redes sociais e amigos”. Fábio explica também, que em seu caso, ele utiliza um pouco de cada religião no seu dia-a-dia.

Diferentes religiões podem fazer parte do nosso dia-a-dia, basta olhar para o seu colega e perceber que ele pode ser de uma religião diferente da sua.

Vale dos Orixás: A vereadora municipal Luiza Ribeiro (PPS) apresentou no ano que passou o projeto que cria o Vale dos Orixás, local onde poderão praticar e manifestar a sua religião O pedido para a criação do vale foi do presidente da Fecams Irbs.

Com a criação do vale, diferentes pessoas de diferentes religiões poderão se aprofundar e conhecer melhor. A vereadora explica que o vale é a garantia da diversidade religiosa e é um elemento que fortalece a cultura e o turismo na cidade de Campo Grande e no Estado.

Tayná Biazus