24 de novembro de 2020
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Sebos possibilitam acesso a todos os tipos de livros

Os sebos são uma espécie de livraria, porém o foco não é apenas a venda dos livros, mas também a troca, a compra por parte do sebo e a revenda por um preço abaixo do valor de mercado. Hoje a maior procura em sebos são os livros mais baratos, além de poder encontrar no local livros antigos, raridades, primeiras edições e até para deixar como enfeite na residência.

Campo Grande possui em alguns prédios e casas, pequenas ou grandes portas que levam o leitor aos sebos. Em meio a tantos livros fica difícil não se encantar pela literatura, as cores, a poeira e os corredores em meio às prateleiras nos leva ao mundo das letras, das histórias, da fantasia, e até da realidade.

Romance, drama, suspense, policial. Livros didáticos, revistas, dicionários, tudo isso e muito mais pode ser encontrado em um sebo.

Márquir, gerente da Maciel Livros, trabalha no sebo há 17 anos e em todo esse tempo a procura pelas palavras está cada vez maior. Não há um público específico que procura o local, vai de crianças a idosos.

Os sebos ao possibilitar que sejam feitas as trocas podem gerar descontos e isso é o que mais impulsiona a leitura do médico Marcelo Kinashi, 25. “Eu já li alguns livros e para não ficar na prateleira eu venho e troco por outro que ainda não li e ainda recebo um desconto”, comenta.

Apesar da tendência dos e-books, Márquir acredita que essa mania ainda não “pegou” entre os brasileiros. “A gente fica receoso, mas felizmente até o momento não há influência”.

Já o estudante Vitor Kambara, 19, troca os seus livros para possibilitar que  outras pessoas tenham acesso a ele. “Alguns livros eu já li muitas vezes, aí eu venho aqui e troco. É muito bom dar a oportunidade para outra pessoa ler um livro que eu já li e gostei”, afirma.

Márquir explica que hoje os livros mais comprados são os best sellers. “Escritores como John Green, Dan Brown e George R.R. Martin tem muita saída. O pessoal procura os listados em revistas como a Veja”.

Para aqueles que desejam só fazer a compra e não gostam de ir aos sebos, basta que se dirijam às livrarias. Luciane Damico, gerente da livraria Leparole, comenta que felizmente hoje, os pais e as escolas incentivam as crianças para adquirirem livros, porém faz uma critica. “As pessoas não tem o costume de vir às livrarias, falta isso na população de Campo Grande, a vontade da leitura”.

Tayná Biazus