21 de janeiro de 2021
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Açúcar e milho pressionam resultado da balança comercial do agronegócio

As exportações do agronegócio brasileiro nos primeiros cinco meses deste ano somaram R$ 39,5 bilhões e recuaram 2,2% em relação ao desempenho de igual período do ano passado, interrompendo trajetória ascendente dos últimos anos. As importações do agronegócio atingiram US$ 7,12 bilhões, valor 1,1% superior ao registrado de janeiro a maio do ano passado, enquanto o saldo da balança do setor recuou 2,9% (para US$ 32,38 bilhões). Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Relações Internacionais (SRI), do Ministério da Agricultura. A principal pressão sobre o agronegócio brasileiro foi provocada pelo setor sucroenergético. A receita das exportações de açúcar recuou 28,6% (para US$ 3,213 bilhões) em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O volume de exportações de açúcar recuou 14% (para 8,2 milhões de toneladas), enquanto o preço médio caiu 17% (para US$ 389/tonelada). A balança comercial brasileira também foi pressionada pela retração nas vendas externas de milho, que recuaram 35,5% em volume (US$ 5,2 bilhões) e 54,4% em receita (para US$ 1,06 bilhão). Vale lembrar que no ano passado as exportações de milho foram recordes, impulsionadas pela quebra da safra norte-americana em 2012, que reduziu a oferta do cereal no mercado internacional. O complexo soja segue como o carro-chefe do agronegócio brasileiro. Nos primeiros cinco meses deste ano as vendas externas de soja e derivados cresceram 18,6% em receita (para US$ 15,58 bilhões) e 23,1% em volume (para 30,2 milhões de toneladas). Sustentada pela demanda chinesa a exportação de soja em grão cresceu 21% em receita (para US$ 12,55 bilhões) e 27,1% em volume (para 24,91 milhões de toneladas). No caso do farelo de soja a receita de janeiro a maio somou US$ 2,58 bilhões (+14,6%), com embarque de 4,89 milhões de toneladas (+7,6%). No óleo de soja o desempenho foi negativo, com receita de US$ 444 milhões (-11,4%) e embarque de 492 mil toneladas (+8,1%). No balanço geral as exportações do setor de carnes cresceram 3,3% em volume (para 2,57 milhões de toneladas), mas a queda de 4,9% no preço médio da mercadoria provocou uma retração de 1,8% na receita obtida, que atingiu US$ 6,73 bilhões. As vendas externas de carne de frango somaram US$ 3,10 bilhões (-10,4%), a partir do embarque de 1,61 milhão de toneladas (+1,4%). As exportações de carne bovina proporcionaram receita de US$ 2,80 bilhões (+10,7%), com embarque de 632 mil toneladas (+11,2%). As exportações de carne suína recuaram 3,9% em volume (para 190 mil toneladas), enquanto a receita se manteve praticamente estável em 530 mil toneladas. Nas importações o destaque nos cinco primeiros meses deste ano foi o trigo, que registrou queda de 12% no volume desembarcado nos portos brasileiros (para 2,6 milhões de toneladas) e redução de 17,8% na receita (para US$ 832 milhões). As importações de arroz recuaram 32,6% em volume (para 254 mil de toneladas) e 34,2% em volume (para US$ 118 milhões). Já as compras externas de malta cresceram 32% em volume (para 422 mil toneladas) e 25,5% em valor (para US$ 261 milhões. Canal Rural