14 de junho de 2021
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Com alta do combustível kg do pão francês chega a R$ 12,80 na Capital

A média atualmente é de R$ 9,25, mas valor deve subir nos próximos dias

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Um dos principais alimentos consumidos no café da manhã dos brasileiros também está sofrendo com a alta dos impostos no país. Em razão do reajuste do combustível, a elevação da tarifa de energia elétrica e do dólar, o pão francês terá aumento de 10% a 15% nos estabelecimentos na Capital, segundo o Sindepan/MS (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Mato Grosso do Sul). Com a alta, o valor do kg chega a R$ 12,80.

Na cidade alguns estabelecimentos já adequaram o preço com a alta dos impostos. Em uma padaria na região central, onde o poder aquisitivo da população é maior, o kg do pão francês sofreu o acréscimo de R$1 real. O valor que no início de janeiro era R$ 11,80 agora está a R$ 12,80.

Já no bairro Moreninhas II em um estabelecimento na região, o valor não sofreu alteração, segue em R$ 6,99. Comerciantes do local alegam que logo mais vão ter que repassar o aumento, mas por enquanto estão tentando segurar. De acordo com o presidente do Sindepan/MS, Marcelo Alves Barbosa, o reajuste vai ser introduzido nos 600 estabelecimentos distribuídos pelos 79 municípios do Estado.

As fábricas e o comércio estão apenas repassando os acréscimos que o governo da presidente Dilma esta impondo. Um deles, e significativo, é a alteração da alíquota do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) sobre a gasolina e o óleo diesel, que está acarretando na variação do aumento do litro do combustível.

Outro fator do acréscimo do produto é o encarecimento da energia elétrica. Segundo estimativas feitas pelo sistema da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), nas indústrias o custo médio da energia aumentará no mínimo 43,6%. Esse percentual acrescenta o preço da bandeira vermelha e a compra da energia produzida pelas termelétricas que passará a ser bancada pelos consumidores.

O trigo por ser importado dos Estados Unidos, foi o elemento que também trouxe grandes complicações para o bolso dos produtores, com a alta do dólar. Segundo Barbosa, a esperança é aguardar pela colheita da Argentina, que “reduzirá o preço da produção do produto, e essa queda vai chegar ao consumidor final”.

Por enquanto os estabelecimentos estão readequando os valores. É possível que a mudança ocorra até o mês de março. A equipe de reportagem do MS Noticias entrou em contato com diversas padarias, e mais da metade já aplicou o reajuste.