28 de setembro de 2020
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Distribuidoras estouram pela 5ª vez limite de horas sem energia

Pelo quinto ano consecutivo as distribuidoras –que levam energia até a casa dos consumidores– não conseguiram cumprir a meta de qualidade estabelecida pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). De acordo com a agência, os brasileiros ficaram, em média, 18,27 horas no escuro no ano passado. O número ultrapassa o limite considerado aceitável pela reguladora, estipulado em 15,18 horas. O desempenho das elétricas em 2013, porém, foi ligeiramente melhor do que em anos anteriores. Em 2012, os consumidores ficaram desatendidos, em média, por 18,67 horas. Em 2011, 2010 e 2009 a média foi de 18,40 horas, 18,42 horas e 18,77 horas respectivamente. Quando as empresas descumprem os indicadores de qualidade adotados pela agência têm de pagar compensações aos usuários. Apenas em 2013, as elétricas tiveram de gastar R$ 346 milhões em reembolsos para os seus consumidores. Pelas regras da agência, as empresas devem devolver os valores para os clientes afetados na forma de créditos na conta de luz. O débito é feito automaticamente dois meses após a ocorrência do problema, sem que haja necessidade de manifestação dos usuários. Em 2012, a compensação aos consumidores foi de R$ 437,8 milhões, e em 2011, de R$ 397,2 milhões. Em 2010, também houve descumprimento de meta, mas nesse período ainda não havia o ressarcimento –as empresas eram multadas. NO ESCURO Outro dado usado pela Aneel para avaliar a qualidade do serviço de distribuição de energia controla a quantidade de interrupções percebidas pelos brasileiros. Os dados de 2013 revelam que ocorreram, em média, 10,49 falhas no sistema, enquanto o limite é de 12,47. Todos os parâmetros usados pela Aneel partem de cálculos e estudos feitos pela própria agência e podem variar a cada ano. Os números usados e as metas também variam de empresa para empresa e, numa mesma empresa, por região da cidade atendida. Os dados de qualidade da reguladora em 2013 mostram que a concessionária que mais teve de pagar compensações para seus clientes foi a Celg (GO), R$ 55,7 milhões. A segunda foi a Light (RJ), com R$ 45,5 milhões, e a terceira foi a Coelba (BA), que devolveu R$ 24,5 milhões. A Eletropaulo ficou em sétimo lugar, tendo de desembolsar R$ 15,8 milhões após falhas no fornecimento. TELEFONIA No setor de telefonia, a Agência Nacional de Telecomunicações afirmou nesta terça (20) que pretende impor novos compromissos para as empresas de telecomunicações em julho ou agosto. As metas devem focar qualidade, área de cobertura, atendimento a pequenas localidades do país e atendimento ao consumidor. Agência UOL