24 de setembro de 2021
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ECONOMIA | PROGRAM SOCIAL

Em ano de eleição, Bolsonaro quer pagar R$ 300 ao mês à 17 milhões de brasileiros

A vitrine de Bolsonaro com o programa deve ter o custo total de R$ 56 bilhões

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Jair Bolsonaro (sem partido) quer finalizou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para abrir espaço no Orçamento e permitir o pagamento do benefício de Bolsa Família (renovado) que dará, segundo a Economia, R$ 300 ao mês à 17 milhões de brasileiros. Apesar do governo se dizer contra o que eles chamam de “assistencialismo” a medida finalizada quer gastar R$ 40 bilhões em ano de eleição presidencial. 

Antes de ser remodelado o benefício Bolsa Família, criado por Lula, fornecia de R$ 192 para 14 milhões de beneficiários.

A vitrine de Bolsonaro com o programa deve ter custo total de R$ 56 bilhões.

Ainda hoje (2. agosto.21) o texto do programa deve ser apresentado pelo ministro Paulo Guedes junto com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco, (DEM-MG). 

Guedes chamou a proposta de um “míssil” para atingir um “meteoro” criado por outros poderes, já que os precatórios são definidos pelo Judiciário anualmente.

Antes de saber dos detalhes da PEC, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) classificou o parcelamento dos precatórios como “calote”.

O governo terá de pagar R$ 89,1 bilhões em 2022 por causa de sentenças judiciais de que não pode mais recorrer, segundo dados aos quais o GLOBO teve acesso. Esse número representa alta de 62% em relação ao valor previsto para este ano (R$ 54,7 bilhões) e que já vinha crescendo acima da inflação.

O crescimento previsto dos precatórios para o próximo ano é muito superior à alta da inflação e ao teto de gastos, que é corrigido pelo IPCA. A dívida brasileira atingirá altos patamares. 

Integrantes do Ministério da Economia têm dito que algumas das decisões judiciais têm características não recorrentes e se transformaram em dívidas bilionárias.

Um exemplo disso é a discussão sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) dos estados, um esqueleto que vem desde o governo Fernando Henrique Cardoso e teve decisão só agora. As despesas relacionadas a esse passivo subiram em R$ 17 bilhões a conta total de precatórios de 2022.

Para conter o avanço das despesas com sentenças judiciais e deixar a dinâmica desse gasto mais próxima do teto, o governo vai propor alterar a Constituição.

FONTE: O GLOBO.