01 de outubro de 2020
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EUA: preços da carne bovina alcançam recorde, 74% maiores desde 2009

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Para uma pessoa que apenas vende parte de seus bovinos com o maior preço já obtido, o pecuarista de Missouri, Ryan Sharrock, está mostrando menos entusiasmo pela carne bovina. Ele disse que a carne está tão cara que o custo provavelmente continuará aumentando. Os preços da carne bovina nos Estados Unidos aumentaram em 74% desde 2009 para seu maior valor registrado, após sete anos de declínio no rebanho os custos estão aumentando mais rápido do que qualquer outro grupo alimentício, reduzindo as margens de lucros em Hormel Foods e forçando Costco e Chipotle a aumentar os preços. A oferta provavelmente permanecerá escassa. Pode levar três anos para expandir o rebanho e a seca prolongada no Texas, o principal produtor, prejudicou as pastagens necessárias para criar animais jovens. O governo disse que os Estados Unidos se tornarão importador líquido de carne bovina em 2015. Os futuros dos bovinos – que já aumentaram 23% no ano passado em Chicago – poderão aumentar em 7,3%, para US$ 3,48 por quilo até o final de dezembro, mostrou uma pesquisa com cinco analistas do Bloomberg. Após anos de altos custos dos alimentos animais e seca, o rebanho doméstico dos Estados Unidos em 1º de janeiro caiu para 87,7 milhões de cabeças, o menor começo de ano desde 1951 e o sétimo declínio consecutivo, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A demanda por carne bovina alcança o pico nessa época do ano, quando o clima quente encoraja os churrascos ao ar livre. Nas lojas de alimentos, a carne moída aumentou em 17% em 12 meses até abril, para um recorde de US$ 8,40 por quilo em média, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. O USDA disse em 23 de maio que os preços da carne bovina e de vitelo aumentarão em 5,5% a 6,5% nesse ano, mais que qualquer outro grupo de alimentos. O aumento nos custos dos bovinos está aumentando os custos para alguns criadores. Sharrock começou o ano comprando mais de 80 vacas a US$ 1.400 a US$ 1.500 cada para expandir o número de bezerros que pode vender aos confinamentos. Após os preços terem aumentado para cerca de US$ 2.100 no final de maio, ele parou de comprar vacas, porque essas estavam muito caras. Os altos preços podem comprometer o aumento do consumo de carne. Com a oferta de carne menor, o consumo per capita cairá em 2015, enquanto o consumo de carne de frango e suína permanecem estáveis, disse o USDA. A maior produção de carne mais barata manterá os preços em cheque, disse o representante da Societe Generale em Nova York, Christopher Narayanan. “Se estamos vendo outro aumento nos preços dos bovinos vivos, deveremos ver um contínuo fortalecimento nos preços da carne bovina, mas grande parte disso dependeria da indústria de carne suína e de frango”, disse ele. A queda de 18% nos preços do milho com relação ao ano anterior também está criando um incentivo para os produtores expandirem, com o USDA prevendo uma colheita recorde no final desse ano. Bloomberg