28 de outubro de 2020
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Funcionários de supermercados da Capital ameaçam entrar em greve

Os empregados em supermercados de Campo Grande decidiram exigir reajuste salarial de 9% para fechar a CCT 2014/15 (Convenção Coletiva de Trabalho) em assembleia realizada na noite de ontem. Caso a classe patronal rejeite a proposta, os funcionários cogitam paralisar as atividades.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande, Nelson Benitez, a categoria conta com cerca de 10 mil empregados em supermercados da Capital e o piso salarial hoje é de R$ 767, ou seja, apenas R$ 43 a mais que o valor do salário mínimo pago em Mato Grosso do Sul.

“Nós tivemos a reunião de negociação no dia 26 de março onde foi feito uma proposta do sindicato de 12% de aumento para categoria. Como contraproposta, ofereceram 7% de aumento para o piso e 6,5% para quem ganha acima do piso. Quanto aos feriados eles ofereceram R$ 45 em vale compras e R$ 50 em vale compras para os feriados no mês de maio por causa do dia do trabalhador”, explicou.

Além dessa questão salarial, os trabalhadores também exigem mudanças no pagamento dos feriados. Eles querem receber 7% do salário reajustado em espécie, algo em torno de R$ 58,52 por feriado trabalho, além da folga na semana seguinte, prevista em lei.

A falta de valorização do trabalhador neste setor, é o principal fator responsável pelo déficit de mão de obra no mercado campo-grandense, o que prejudica o consumidor. Segundo informações do sindicato, como o trabalho exercido em domingos e feriados não é pago de forma adequada, os profissionais acabam se abstendo de trabalhar nessas datas. "Como sempre eles argumentam que a coisa está difícil, que o supermercado trabalha com a margem mínima de lucro, mas se estivesse tão ruim não abriam novas lojas com tanta frequência”, declarou Nelson.

A classe patronal se reúne com o sindicato hoje pela manhã para a terceira rodada de negociações. De acordo com Nelson Benitez, a prioridade é negociar, mas não descarta a possibilidade de paralização das atividades.

Diana Christie