19 de junho de 2021
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Economia

Gasto com militares subiu 4% enquanto gasto com população caiu 2%, diz colunista

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Forças Armadas
Marcos Corrêa/PR
Forças Armadas

Em 2020, deflacionando os dados pelo IPCA médio anual, o gasto com a população civil teve uma redução real de 2%, enquanto o gasto militar teve um incremento real de 4% no ano em que o PIB caiu 4%, segundo o economista Fabio Giambiagi, colunista do Estadão. Isso se deve a aumentos aprovados durante os governos de Dilma e Temer, e manutenção de benefícios previdenciários, no início da gestão Bolsonaro. 

Quando olhamos somente para o pessoal ativo, a disparidade é ainda maior. Por conta de cortes, demissões e redução salarial para uns, e aumentos concedidos a outros o contraste entre civis e militares foi maior ainda: o gasto com ativos civis caiu, em termos reais, 4%, enquanto o gasto com pessoal ativo militar teve um salto real de 7%.

Já nos primeiros três meses de 2021, essa realidade se acentuou: a despesa com ativos civis caiu em termos reais mais 6% e com pessoal ativo militar aumentou novamente outros 7% reais.

Já no texto proposto pelo governo para o Orçamento de 2021, destinava R$ 8,3 bilhões para investimentos no Ministério da Defesa, um quinto (22%) do total aportado pelo governo federal. No texto final a Defesa sofreu um corte de R$ 1,3 bilhão.

Forças Armadas devem ser a única categoria a receber reajuste salarial , o que compromete mais R$ 7,1 bilhões da arrecadação federal. Demais servidores públicos terão o salário congelado até dezembro pela nova PEC emergencial.