27 de fevereiro de 2021
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Intenção de consumo das famílias cai em março

As famílias brasileiras pretendem consumir menos neste mês de março, revelou pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou queda de 1,6% em março, na comparação com fevereiro, ficando em 77,5 pontos, em uma escala de 0 a 200. O índice permanece menor que 100 pontos, ou seja, abaixo do nível de indiferença.

Esse é o primeiro recuo de intenção de consumo em 2016. “Em janeiro e fevereiro tivemos um pequeno aumento, mas a tendência é de queda”, disse a assessora econômica da CNC, Juliana Serapio. Na comparação anual, com março de 2015, o recuo foi de 29,9%.

A queda mensal do índice foi influenciada principalmente pelos componentes relacionados ao consumo – Nível de Consumo Atual e Perspectiva de Consumo – que registraram queda de 4,4% e 2,3%%, respectivamente. A CNC também trabalha com os índices Emprego Atual, Perspectiva Profissional, Renda Atual, Compra a Prazo e Momento para Duráveis. Todos registraram queda nas comparações mensal e anual.

Para Juliana, o pior componente, “há muito tempo”, é o item Momento para Duráveis. “São itens de compra mais dependente de maior renda e que possuem taxas maiores de juros”, explicou. O item apresentou queda de 2,2% na comparação mensal. Em relação ao mesmo período de 2015, o componente recuou 46,2%.

Segundo a CNC, a maior parte das famílias, 72,1%, considera o momento atual desfavorável para a aquisição de duráveis. A previsão da confederação é que o volume de vendas do varejo apresente retração de 4,2% em 2016.

A CNC destaca ainda que o indicador Nível de Consumo Atual atingiu o menor valor da série, iniciada em 2010, de 53,3 pontos. A maior parte das famílias, 59,2%, declarou estar com o nível de consumo menor que o do ano passado.

Consumo por regiões

Na base de comparação mensal, os dados regionais revelaram que a maior retração da intenção de consumo ocorreu na região Sul, com queda de 4,2%. Já a região Nordeste foi a que apresentou a avaliação menos desfavorável, com queda de 0,6%. Na comparação anual, o recuo foi maior na região Sudeste, com queda de 32,9%. Já a região Centro-Oeste teve a menor variação anual, com queda de 21,6%.