25 de outubro de 2020
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MS recebe relatório para a instalação de fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) já recebeu o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA apresentado pela empresa CRPE Holding, que pretende instalar a terceira fábrica de celulose no Estado no município de Ribas do Rio Pardo.

O comunicado foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. O Relatório de Impacto Ambiental é um estudo sobre o meio ambiente e possíveis impactos que a região poderá sofrer com a instalação da fábrica. O cumprimento desta exigência legal é indispensável para a liberação da licença prévia para instalação e implantação da fábrica de celulose na Fazenda Invejado B1, localizada na Zona Rural de Ribas do Rio Pardo.

O Imasul informa que o documento está a disposição dos interessados na sede do órgão, localizado na rua Desembargador Leão Neto do Carmo, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, pelo prazo máximo de 45 dias para conhecimento de terceiros e solicitação de audiência pública, atendendo determinação da Resolução CONAMA n. 009 de 03 de dezembro de 1987.

Investimento

O investimento para a construção da terceira fábrica de celulose no Estado está previsto em R$ 8 bilhões. No final de 2013, a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) aprovou uma linha de financiamento de mais de R$ 730 milhões para a abertura dessa unidade fabril no município de Ribas do Rio Pardo pela CRPE Holding, empresa que tem como acionista um fundo de investimento, no qual figura como sócio cotista o empresário Mário Celso Lopes, ex- sócio da Eldorado Brasil, empresa de celulose instalada em Três Lagoas.

Mário Celso, que atualmente é um dos investidores do fundo de investimento, informou que tão logo o fundo conseguir alcançar em investimentos R$ 1,2 bilhão será dado início ao novo projeto. E que já foram adquiridos 60 mil hectares de terras em Ribas do Rio Pardo.

A escolha do município para receber a terceira fábrica de celulose, segundo Mário Celso, deve-se ao fato de ser o município do Estado de maior extensão territorial. “O município tem um logística diferenciada e conta com rodovia e ferrovia”, comentou. Na época, disse ainda que o grupo não escolheu Três Lagoas devido o município já dispor de duas fábricas de celulose e vasta área plantada de eucalipto. “A Fibria e a Eldorado estão se matando por terra para plantar eucalipto, inclusive, já anunciaram a ampliação das duas fábricas, então, não acho que seja viável a terceira fábrica em Três Lagoas”, declarou na ocasião.

Justiça

Recentemente a J&F Participações, empresa da família Batista que controla a Eldorado Brasil Celulose e o frigorífico JBS, ajuizou na justiça de São Paulo, ação civil para tentar impedir a abertura de uma fábrica de papel e celulose em Ribas do Rio Pardo, alegando que o empresário Mário Celso assinou termo de não concorrência por dez anos, quando vendeu sua participação societária na Eldorado Brasil, há dois anos.

A disputa judicial começou logo depois que a Sudeco aprovou, no fim de 2013, uma linha de financiamento de mais de R$ 730 milhões para a construção de uma nova fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo pela CRPE Holding, empresa que tem como acionista um fundo de investimento, no qual figura como cotista o empresário Mário Celso Lopes.

 Jornal do Povo