22 de setembro de 2021
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Economia

Nike critica trabalho escravo na China e rompe contrato com atores e cantores

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Nike criticou trabalho forçado na província de Xinjiang
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Nike criticou trabalho forçado na província de Xinjiang

Os chineses estão revoltados com a Nike e lotam as redes sociais com críticas, após a empresa divulgar um comunicado dizendo estar "preocupada com relatos de trabalho forçado ", na província chinesa de Xinjiang . Na publicação, a fabricante de produtos esportivos afirma que passaria a não comprar mais têxteis da região, segundo reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian.

"Estamos preocupados com os relatos de trabalho forçado na Região Autônoma Uigur de Xinjiang (XUAR) e conectado a ela", disse no comunicado. A Nike não se pronunciou sobre as críticas nas redes sociais chinesas .

A reação foi imediata, envolvendo inclusive personalidades públicas, e virou um dos principais tópicos de tendência na mídia social chinesa Weibo, semelhante ao Twitter, nesta quinta-feira. Até o ator e cantor chinês Wang Yibo, 23, muito popular no país, anunciou no Weibo que rescindiu seu contrato como representante da Nike, em resposta ao comunicado.

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Wang, que obteve reconhecimento internacional depois de protagonizar a série "The Untamed", tem 38 milhões de seguidores no Weibo, e disse que se opõe a "qualquer ato de difamar a China". Outro ator chinês, Tan Songyun, seguido por 23 milhões de fãs no Weibo, também anunciou que estava rescindindo seu contrato com a Nike.

H&M também atingida

A crise vivida agora pela Nike se repete um ano depois que a gigante sueca de roupas H&M tambem fez críticas ao país, declarando que não iria mais comprar algodão de Xinjiang. Os produtos empresa simplesmente desapareceram do site de e-commerce Taobao e da Alibaba.