08 de dezembro de 2021
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TECNOLOGIA | INOVAÇÃO

Opinião do cliente e aplicativos móveis estão entre os principais propulsores do e-commerce nacional

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Transformando o conceito de consumo brasileiro, o e-commerce chegou ao país há cerca de 20 anos e, além de estimular o setor tecnológico, vem se revelando um dos principais impulsionadores da economia nacional. Desta forma, não só grandes organizações aderiram à venda por meio do online, mas também pequenas empresas viram aqui uma oportunidade de crescimento. Para isso, os olhos estão postos nas principais tendências do setor, que, aliadas às mais importantes evoluções tecnológicas, vem revolucionando o comércio no Brasil.

O comércio digital veio para ficar, garantindo a sua força em todas as áreas de atuação. Implementado no Brasil no início dos anos 1990 pelo Magazine Luiza, através de um projeto que ligava consumidores e vendedores, o e-commerce foi alvo de várias alterações no decorrer dos anos e, nos dias de hoje, parece ter superado todas as expectativas. De acordo com um estudo desenvolvido pela Neotrust, só nos primeiros três meses deste ano o comércio digital do país cresceu 57,4% quando comparado com o mesmo período do ano anterior, o que corresponde a 78,5 milhões de bens e serviços adquiridos.

Em relação ao perfil do consumidor, existem diversas variáveis a considerar, com destaque para a posição geográfica. Entre os brasileiros que mais compram online, destacam-se aqueles que estão localizados na região Sudeste, correspondendo a mais de 60% das transações do país, seguidos pelos do Nordeste e do Sul.  

AS TENDÊNCIAS DO E-COMMERCE

Abrangendo não só todos os tamanhos de negócio, mas também todo tipo de empresa, o e-commerce brasileiro destaca-se no panorama nacional graças a nomes como Mercado Livre, Americanas e Casas Bahia. Assim, parece não haver exceção no que toca à diversidade de bens comercializados.

Por outro lado, também as tendências deste setor são transversais, estando na mira das empresas que procuram reinventar-se e elevar o conceito de e-commerce a outro patamar. Entre elas, destaca-se a transição das vendas online para os smartphones, fenômeno que vem crescendo graças aos inúmeros aplicativos móveis, responsáveis atualmente por cerca de 41% do consumo virtual.

Por sua vez, estima-se que 90% dos clientes levem em conta o feedback de uma empresa antes de adquirir algo. Por isso, é cada vez maior o número de organizações que incluem esta funcionalidade nas suas plataformas, mostrando, assim, a opinião dos clientes para fortalecer a identidade da marca e aumentar a sua credibilidade.

Por outro lado, não só a opinião dos clientes sobre determinado assunto é importante, mas também a de especialistas. Assim, várias empresas investem em reviews especializadas, como é o caso do Booking.com, que cataloga diversos hotéis e compara as suas avaliações de maneira a sugerir o mais adequado para as preferências do consumidor.

Plataformas conectadas à indústria do entretenimento também costumam fazer o mesmo. Se pegarmos como exemplo o setor dos cassinos online, encontraremos sites que comparam plataformas de cassino, avaliando a sua segurança, a variedade de jogos que oferecem e o atendimento ao cliente, conforme demonstra a análise do Betsson Cassino pelo Cassinov. Ali, além dos já mencionados pontos, também são verificados os métodos de pagamento aceitos pela plataforma que está sendo avaliada e as promoções e os bônus por ela oferecidos. Reviews do tipo auxiliam os jogadores a escolher com confiança os provedores de jogos nos quais desejam se cadastrar.

Por fim, também a forma como os bens são apresentados no e-commerce está mudando, fruto da adoção dos infográficos nestas plataformas. Apresentando um produtos de forma simples, esta funcionalidade destaca-se por chamar a atenção do consumidor ao mesmo tempo que oferece informações importantes sobre a mercadoria em questão.

De fato, o comércio brasileiro sentiu a necessidade de se adaptar às demandas do presente, juntando-se à tecnologia para fazer esse ajuste com excelência e democratizar ainda mais o acesso ao consumo.