16 de setembro de 2021
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R$ 100 milhões: Rappi libera ajuda para restaurantes não fecharem

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Rappi libera R$ 100 milhões para ajudar restaurantes parceiros na pandemia
Tissiane Vicentin
Rappi libera R$ 100 milhões para ajudar restaurantes parceiros na pandemia

O app de entregas Rappi anunciou nesta segunda-feira (15) que vai liberar R$ 100 milhões em empréstimos, na tentativa de ajudar restaurantes parceiros durante a pandemia do coronavírus.

Além disso, o serviço de entregas prevê acelerar o repasse das vendas pelos próximos quatro meses, liberando os valores em até sete dias.

A empresa já havia anteriormente diminuído a janela de repasse, para 14 dias, em uma tentativa de minimizar os danos decorrentes da crise pelo coronavírus. O período regular, praticado pré-pandemia, era de 30 dias.

Com a pandemia e consequentes restrições de circulação, muitos restaurantes se viram obrigados a fechar as portas por períodos prolongados.

Isso, em última instância, também os obrigou a migrar em massa para soluções digitais o que incluiu não apenas a ida para plataformas de e-commerce, como também a adoção de serviços de entrega via aplicativos, como o Rappi.

Dessa forma, o Rappi espera que as ações não ajudem apenas os restaurantes parceiros antigos, mas também incentive a entrada de ainda mais estabelecimentos do setor na plataforma de entregas.

Também como parte desse incentivo para novos estabelecimentos, e para tornar a entrada deles na plataforma ainda mais atrativa, a startup vai oferecer a isenção de taxas por 90 dias.

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Na batalha contra o coronavírus

O mercado de alimentação no geral foi um dos mais afetados pelo coronavírus desde que a crise começou, sendo o 10º no ranking feito pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Produtividade do Ministério da Economia (Sepec/ME).

O setor de alimentação fora do lar (também chamado de food service), em especial, teve 30% de seus estabelecimentos fechados como reflexo do impacto, de acordo com dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Só na capital paulista, estimativas da associação apontam que 80% dos estabelecimentos suspenderam contratos com funcionários e outros 57% optaram pelo desligamento de colaboradores até junho passado.

Garçom realiza limpeza das mesas de um restaurante durante a pandemia, utilizando máscara e luvas.
Mercado de alimentação fora do lar foi um dos mais impactados durante a pandemia de coronavírus. Crédito: Shutterstock

Em fevereiro deste ano, a Abrasel liberou dados atualizados, onde 60% das empresas do setor afirmam estar operando em prejuízo atualmente. Em São Paulo, esse número é ainda maior: 72%.

O impacto é mais amplo se considerado que o setor de food service, com o do turismo, que também foi fortemente impactado pela pandemia, respondeu por 6 milhões dos empregos formais gerados em 2019 no país.

Segundo o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, a urgência em ajudar restaurantes precisa ser também de governos estaduais e municipais.

"A pesquisa mostra que 62% têm a percepção de que os custos com mercadorias subiram mais de 20% no ano passado, mas pouquíssimos viram condição de repassar isso ao cardápio, pelo risco de perder ainda mais receita", disse, em nota.

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