20 de junho de 2021
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ECONOMIA

Rendimento do brasileiro e setor econômico caem no país, diz Banco Central

BC aponta que até o final do ano rendimento deve cair 1,3%, enqaunto indicador IBC-Br mostrou quede de 1,59 na atividade econômica em março

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Como se não bastasse a incerteza da Covid-19 que se estende pelo segundo ano, dados do Banco Central não dão uma perspectiva positiva, já que o BC aponta que o rendimento do brasileiro deve cair 1,3% até o final de 2021, segundo levantamento publicado nesta 4ª feira (12.mai.2021). Ainda, o indicador IBC-Br, divulgado hoje (13.mai.2021) pelo BC, mostrou que a atividade econômica caiu 1,59% em março.

Segundo apurações da Agência Folhapress, março foi marcado pelo agravamento da pandemia de Covid-19, que ocasionou uma nova fase de "lockdowns" em várias cidades do país.

Entretanto, o resultado do mês veio melhor do que as projeções do mercado para março, em que economistas - consultados pela Bloomberg - esperavam queda de 3,4% em março. No retrospecto dos meses anteriores, em fevereiro a atividade registrou crescimento de 1,88%, enquanto janeiro teve alta de 0,91%

Nesse primeiro trimestre de 2021, puxado pelos resultados de janeiro e fevereiro, o setor produtivo acumulou crescimento de 2,3%. Dos doze meses contados até março, a queda fica em 3,37% no indicador. Esse índice é medido em pontos e chegou a 140,16 no mês. Mesmo com queda mensal, o nível é maior que os registrados nos meses anteriores à chegada do vírus no país.

Dados do Banco Central indicam que, em janeiro de 2020, o cenário da atividade marcava 138,15 pontos, com uma única subida no mês seguinte (139,36%), para depois iniciar a queda, com menor nível em abril, com 119,93 pontos.

Esse número foi calculado com ajuste sazonal, que remove especificidades de um mês, como número de dias úteis, o que facilita a comparação com demais períodos.

Com a pandemia, a economia foi afetada pelo fechamento de comércios e distanciamento social, apresentando uma leve recuperação diante das reaberturas e flexibilizações constantes. Logo quando o vírus chegou em território brasileiro, o setor produtivo sentiu uma redução de 5,90%. Com a última revisão, a variação foi para queda de 5,6%.

O pior resultado foi registrado em abril, quando a economia caiu 9,73% (9,82% com revisão), nível mais baixo desde outubro de 2006 e maior queda entre um mês e outro em toda a série histórica, iniciada em 2003.

Criado para auxiliar em decisões de política monetária - como não existe outro dado mensal de desempenho do setor produtivo - o IBC-Br mede a atividade econômica do país e é divulgado desde março de 2010. Esse indicador do BC leva em conta o desempenho dos principais setores da economia: indústria, agropecuária e serviços.

Para o economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, o mercado de trabalho deverá passar por um processo conhecido no meio econômico como histerese, quando um indicador demora a se recuperar de um choque. "O desemprego deve ficar em níveis elevados, na melhor das hipóteses, por cinco anos. Apesar da retomada esperada para o fim de 2021, o emprego não deve se recuperar tão rápido", diz.