08 de dezembro de 2021
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ECONOMIA

"Time dos Sonhos" de Guedes derrete e quatro secretários pedem demissão

Os quatro eram da área fiscal e pularam fora após manobra que furou teto de gastos

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Nesta 5ª feira (21.out.2021), quatro secretários do Ministério da Economia pediram demissão alegando motivos pessoais. Paulo Guedes foi perdendo um a um dos integrantes de seu chamado "dream team" de início de mandato, a ponto de só sobrar um do time original: Carlos da Costa, secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade. 

Conforme apontou a Rede Brasil atual, no início do mandato de Jair Bolsonaro, a equipe formada por Guedes foi considerada "boas mãos". É uma equipe impecável e com coesão ideológica”, assegurou o cientista político Demétrio Magnolli. “Se colocadas em prática, as ideias da nova equipe econômica podem garantir um crescimento bem maior do que temos hoje em dia” declarou, no mesmo período, economista ligado a um banco

Entretanto, não foram os níveis recordes de desemprego; a pobreza ou a fome, e sim o dogma liberal instalado ainda no governo Temer, chamado de teto de gastos, que causou a debandada da equipe. 

Os quatro que saíram eram ligados à área fiscal. Bruno Funchal (secretário de Tesouro e Orçamento), Jeferson Bittencourt (Tesouro Nacional) e seus adjuntos, Gildenora Dantas e Rafael Araújo, todos pularam fora após a manobra para bancar o chamado Auxílio Brasil.

Defendido pela gestão Bolsonaro, o Teto de Gastos engessou os investimentos públicos por um período de 20 anos, estabelecendo rígidos limites para a política fiscal. 

Em entrevista à CNN, Paulo Guedes diz que se mantém no cargo. O Ministério afirmou, em nota oficial, que as demissões teriam ocorrido por razões pessoais. “Os pedidos foram feitos de modo a permitir que haja um processo de transição e de continuidade de todos os compromissos”, disse o ministério por meio de sua assessoria.