14 de junho de 2021
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Três estados identificam ferrugem asiática na safra 2014/2015

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ferrugem asiática

Três estados brasileiros identificaram em suas plantações de soja, da safra 2014/2015 a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, Paraná, São Paulo e Mato Grosso registraram as ocorrências de ferrugem em lavouras comerciais.

Em Cascavel e Toledo, no oeste do Paraná, as identificações foram feitas por técnicos da Coodetec. Em Mato Grosso, a ferrugem está presente nos municípios de Nova Maringá, Nova Ubiratã e Tapurah. As ocorrências foram registradas pelos técnicos da Facem (Faculdade Centro Matogrossense).

No total, 47 focos foram registrados, sendo então, 35 em soja voluntária e 12 focos em lavouras comerciais. A ocorrência de focos da doença na entressafra de soja pode ter favorecido o surgimento da doença 15 dias mais cedo na safra 2014/2015. De acordo com o Agrolink, em 2013 a ferrugem foi identificada no dia 30 de novembro e neste ano, no Mato Grosso, os primeiros focos foram dia 12 de novembro.

As regiões onde foram identificados os primeiros focos da doença devem ter atenção redobrada, com o monitoramento deve ser intensificado e, caso as condições climáticas estejam favoráveis, como previsão de chuvas, deve-se fazer o controle da doença com fungicidas. O atraso na aplicação de fungicidas, após constatados os sintomas iniciais, pode acarretar redução de produtividade, caso as condições climáticas favoreçam o progresso da doença”, alerta.

O principal dano ocasionado pela ferrugem asiática da soja é a desfolha precoce da planta, que impede a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade. O custo ferrugem, que envolve o custo das aplicações e as perdas pela doença, tem sido de cerca de US$ 2 bilhões por ano.

Os sintomas causados por P. pachyrhizi iniciam-se nas folhas inferiores da planta e são caracterizados por minúsculos pontos, com coloração esverdeada a cinza-esverdeada. Essas lesões provenientes da fase inicial da infecção não são facilmente visíveis a olho nu, sendo necessário posicionar a folha contra um fundo claro ou utilizar uma lupa de, pelo menos, 20 a 30 aumentos.

Tayná Biazus