27 de setembro de 2021
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Vale (VALE3) arma recompra de títulos sem contrapartidas e detentores chiam, diz jornal

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Vale (VALE3) arma recompra de títulos sem contrapartidas e detentores chiam, diz jornal
Redação 1Bilhão Educação Financeira
Vale (VALE3) arma recompra de títulos sem contrapartidas e detentores chiam, diz jornal

Donos de títulos de dívida da Vale (VALE3) estão inconformados com a ausência de uma contrapartida para ceder à mineradora o direito de recompra de papéis sem prazo de vencimento. As debêntures, perpétuas e remuneradas por receitas de minério de ferro, foram emitidas na época da privatização da companhia, em 1997.

De acordo com o Estadão, além da mineradora, os debenturistas também cobram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) uma posição. Afinal, o banco de fomento (ao lado da União) tem 55% das debêntures e, portanto, o voto de Minerva na assembleia de sexta-feira, dia 19, quando será discutido o tema. O direito de recompra não estava previsto na escritura dos papéis e, para a inclusão, é praxe que haja algum prêmio de compensação, muitas vezes em dinheiro.

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Vale

Conforme o jornal, os debenturistas minoritários, porém, estão de mãos amarradas. Jorge Junqueira, responsável pela área de análise de crédito da Gauss Capital, que tem desses papéis nas carteiras que administra, diz que o fato de a Vale não ter a alternativa de recompra era uma das condições previstas para tornar mais atraente a venda dos papéis, no processo de privatização.

Parte interessadíssima. Para Junqueira, a exigência do prêmio deveria partir do próprio BNDES. "Essa recompra vai gerar valor ao acionista da Vale e o BNDES está abrindo mão de uma contrapartida, enquanto deveria zelar pelo dinheiro do contribuinte", diz Ulisses de Oliveira, gestor da Quasar Asset Management, outra debenturista.

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Remuneração de papéis

Além de não terem vencimento, esses papéis oferecem remuneração de 1,8% sobre a receita líquida de algumas minas da Vale, predominantemente em Carajás. No mercado secundário, a debênture está cotada em torno de R$ 60, com baixa liquidez. De acordo com Junqueira, com o minério de ferro entrando em ciclo de alta e o dólar subindo, a debênture deveria valer R$ 90.

No mercado se comenta que o Santander já teria o mandato para organizar a recompra para a Vale. Procurados, Vale, BNDES e Santander não comentaram.

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