22 de setembro de 2020
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Valorização da arroba do boi estimula criadores a antecipar o confinamento

A valorização da arroba do boi está mudando a estratégia de muitos criadores. Eles estão antecipando o confinamento do gado para garantir que os animais fiquem prontos para o abate mais cedo. Os pastos estão castigados pela estiagem em várias regiões do estado e, assim, os pecuaristas não pensaram duas vezes para mandar os animais mais cedo para o confinamento. No ano passado, Goiás foi o estado que mais confinou gado no pais, segundo a Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), foram cerca de 1 milhão de animais. Para este ano, a associação calcula um crescimento de 16% no setor. Como exemplo, um boi magro, que entrou no confinamento pesando, em média, 11,5 arrobas, em três meses vai sair pesando sete arrobas a mais. E o que motiva mesmo o confinador é que a arroba do boi gordo de um ano para cá valorizou bem mais que o custo de produção. Nos cálculos do confinador, o custo com a dieta dos animais aumentou 8% em um ano, enquanto a arroba subiu bem mais que isso. "Teve um aumento na ordem de 30%, então se o pecuarista está terminando um ciclo de negócio, ele está tendo muito resultado. Historicamente, o confinamento nunca agregou uma rentabilidade tão grande na atividade de recria", explica o criador Thiago Ávila. O pecuarista Carlos Tavares estava com 10 mil cabeças na recria e mesmo com a valorização do boi magro, ele achou melhor não vender agora e levar os animais para um boitel. A engorda vai ser feita em parceria com o confinador e ele também já garantiu a venda antecipada do rebanho para um frigorífico. "Fica travado no preço mínimo usando as ferramentas que temos, então se subir, eu participo da alta total, mas cair de R$ 120, o preço não cai", diz. Globo Rural