24 de setembro de 2021
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Economia

Veja 5 seminovos manuais que são melhores que suas versões automáticas

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A indústria estima que modelos automáticos já correspondem a 60% de todos os automóveis vendidos no Brasil. Trata-se de uma evolução expressiva, considerando que há apenas três décadas este tipo de transmissão ainda não era tão difundido em nosso mercado. A tecnologia que existe nos Estados Unidos e Europa desde a década de 1930 só chegou no Brasil em 1969, com o lançamento do luxuoso Ford Galaxie.

Entre erros e acertos, os câmbios automáticos evoluíram. Hoje existem diversos arranjos: CVT , dupla embreagem , lubrificado a óleo , automatizado ... Mas nem sempre eles são as melhores escolhas na hora de comprar um seminovo.

Partindo disso, a reportagem do iG Carros elege 5 modelos seminovos automáticos que não são melhores que suas versões manuais . Acompanhe a lista:

1 - Ford Fiesta

Ford Fiesta: escolha os modelos manuais e fuja do defeituoso Powershift
Divulgação/Ford
Ford Fiesta: escolha os modelos manuais e fuja do defeituoso Powershift

Apesar de ter sido descontinuado em 2019, o Ford Fiesta tem o seu valor. Ainda mais quando está equipado com o bom câmbio manual de cinco velocidades da Ford, que funcionava muito bem com os motores Sigma.

Os modelos com câmbio automatizado Powershift, entretanto, deixavam muito a desejar. Ainda durante o lançamento, clientes se queixaram do mau funcionamento, notando trepidações, ruídos e superaquecimento. Nos casos mais extremos, o Fiesta automatizado poderia sofrer perda de torque e travamento das marchas.

Os defeitos fizeram a Ford lançar uma campanha de recall para consertar o câmbio Powershift do Fiesta, estendendo sua garantia para dez anos. O modelo continua sendo uma ótima opção de seminovo em suas versões manuais.

2 - Renault Captur

Renault Captur: câmbio CVT eleva o consumo de combustível e compromete desempenho
Divulgação
Renault Captur: câmbio CVT eleva o consumo de combustível e compromete desempenho

Os câmbios do tipo CVT garantem conforto e suavidade ao volante, mas são ineficientes ao proporcionar bom desempenho ao veículo. As fabricantes se viram como podem. A Toyota , por exemplo, instalou uma primeira marcha na transmissão do Corolla, apenas para vencer a inércia. Em seguida, embreagens magnéticas acoplam o conjunto continuamente variável que pode simular até dez velocidades.

Este recurso tecnológico é viável no Corolla, que passa de R$ 120 mil e é considerado um carro de luxo. Os modelos mais baratos, como o Renault Captur de R$ 96 mil, acabam sofrendo com a ineficiência do câmbio CVT.

Segundo a Renault , o SUV de 1.200 kg pode acelerar de 0 a 100 km/h em longos 13,1 segundos. Por conta do peso, o consumo de combustível do Captur automático também não é dos melhores, marcando no máximo 11,7 km/ na estrada com gasolina. As versões manuais do SUV fazem mais sentido.

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3 - VW Up!

Volkswagen Up!: câmbio automatizado I-Motion deixou a desejar pela lentidão na troca de marchas
Divulgação
Volkswagen Up!: câmbio automatizado I-Motion deixou a desejar pela lentidão na troca de marchas

A Volkswagen tem uma história repleta de erros e acertos quando tratamos de câmbios automáticos. Os modelos equipados com transmissão DSG automatizada de dupla embreagem ficaram marcados pelos problemas de desgaste que forçaram a substituição de componentes caros. Isso porque o conjunto era do tipo "seco", e não contava com óleo lubrificante para garantir sua durabilidade.

Outro erro da VW ficou por conta da transmissão automatizada I-Motion que equipava seus modelos mais baratos, como Fox , Gol e Up . O conjunto foi alvo de críticas pela lentidão nas trocas de marcha e os trancos constantes. Na hora de comprar um destes três modelos, dê preferência pelas versões manuais e fuja do câmbio automatizado.

Ao longo dos últimos quatro anos, a marca alemã acertou na entrega de boas transmissões automáticas, como o conjunto de seis velocidades que equipa Gol , Voyage , Polo e Virtus . Outro destaque positivo fica por conta da transmissão Tiptronic de T-Cross , Jetta e Nivus , que entrega bom desempenho, conforto e baixo custo de manutenção.

4 - Fiat Mobi

Fiat Mobi: depois da transmissão Dualogic, marca italiana errou no conjunto GSR
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Fiat Mobi: depois da transmissão Dualogic, marca italiana errou no conjunto GSR

Os modelos da Fiat também sofreram com câmbios automatizados que não entregavam o conforto que prometiam. O antigo conjunto conhecido como Dualogic equipou Idea , Bravo e Palio , gerando muitas reclamações de clientes sobre seu funcionamento. As principais queixas apontavam que a transmissão não realizava as trocas de marcha no tempo certo, elevando o consumo de combustível e causando trancos incômodos.

Mesmo com atualizações no software, os câmbios da família Dualogic acabaram perecendo na linha da Fiat. A marca italiana insistiu nos automatizados, lançando um novo conjunto atualizado com o nome GSR, que equipou Argo , Cronos e Mobi .

O funcionamento do câmbio GSR também foi criticado pelos clientes pelo comportamento problemático, e em outubro de 2020, a Fiat acabou eliminando a transmissão de sua gama de veículos. A marca italiana hoje trabalha em uma nova transmissão CVT para seus veículos.

5 - Peugeot 408

Peugeot 408: câmbio de quatro marchas elevou o consumo de combustível do sedã médio
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Peugeot 408: câmbio de quatro marchas elevou o consumo de combustível do sedã médio

Outro modelo lembrado pelo mau funcionamento do câmbio automático é o Peugeot 408 . Até meados de 2013, o sedã da marca francesa contava com transmissão automática de quatro velocidades que era reconhecida por patinar entre as trocas de marcha, além de elevar o consumo de combustível.

Naquela época, o Peugeot 408 era capaz de aferir no máximo 11 km/l na estrada com gasolina, segundo o Inmetro. Sua aceleração até 100 km/h acontecia na faixa dos 12 segundos, ficando abaixo do que se espera de um sedã automático. 

O modelo deixou de ser beberrão e manco em 2014, quando a Peugeot descartou o câmbio automático de quatro marchas para apostar em um conjunto mais moderno de seis. O motor também foi trocado, substituindo o antiquado 2.0 aspirado pela unidade 1.6 turbo da família THP.

Fonte: IG CARROS