09 de agosto de 2020
Campo Grande 31º 16º

Ao fim de carreata, jogadores do Cruzeiro festejam com funk e cerveja na sede do clube

cerveja

Previsto para chegar ao Aeroporto de Confins às 10h22m (de Brasília), o avião que trouxe os tricampeões brasileiros de Salvador pousou 12 minutos antes do previsto e deu início à onda azul que tomou as ruas de Belo Horizonte durante toda a quinta-feira. Eufóricos com a conquista do título nacional depois de dez anos, os cruzeirenses encheram o saguão do aeroporto e prestigiaram os jogadores ao longo de todo o trajeto de cinco horas até a sede do Barro Preto. Quando chegaram ao clube, os atletas, ao lado de suas famílias, comemoraram com cerveja e funk, ouvindo o "Bigode Grosso", música que virou símbolo da campanha cruzeirense por causa do visual do atacante Willian.

A primeira parte do caminho, do aeroporto até o quartel do Corpo de Bombeiros na Avenida Antônio Carlos, foi percorrida dentro de um ônibus. Ainda em Confins, antes de o veículo iniciar o trajeto, os jogadores - incluindo aqueles que não enfrentaram o Vitória, como Ceará, Nilton e Éverton Ribeiro - deixaram clara a empolgação do elenco ao subir no teto do ônibus, para delírio dos torcedores. Com a cidade pintada de azul, os atletas começaram a festa com uma réplica da taça.

No ônibus celeste, a festa seguiu. O mais saudado foi o atacante Dagoberto, que ouviu dos torcedores a música que ele “criou” após a vitória sobre o Grêmio: “Eu não sei a música, mas eu estou cantando”, foi o coro ouvido pela multidão no ritmo da canção "Nós somos loucos, somos Cruzeiro", a mais ouvida nas arquibancadas do Mineirão nesta temporada.

- Vamos curtir esse momento e extravasar. Fizemos por merecer, quebrando recordes no campeonato, agora o torcedor tem que ficar junto. Vamos comemorar muito - afirmou Dagoberto em cima do carro de bombeiros.

Ao chegar ao quartel do Corpo de Bombeiros, os jogadores subiram em carro aberto, com latas de cerveja e garrafas de champanhe em mãos, e iniciaram o desfile até a sede do clube, no Barro Preto. Na região central de Belo Horizonte, milhares de torcedores aguardavam os campeões em locais simbólicos da cidade, como a Praça Sete e a Praça da Liberdades. As avenidas Afonso Pena, Getúlio Vargas, Bias Fortes se transformaram num mar azul.

Na parte final do trajeto, os torcedores decidiram se concentrar na sede do Barro Preto para aguardar os jogadores. Quando eles chegaram, às 15h15m, a multidão vibrou como um gol da equipe que tem o melhor ataque do Brasileirão deste ano. Mesmo com a fisionomia cansada, os atletas ainda apareceram nas janelas para agradecer à torcida, que promete manter a festa nos últimos jogos do time na temporada.

Já no salão de festas do clube, o início do funk "Bigode Grosso" levou à loucura jogadores e familiares. Um dos mais empolgados, o volante Nilton garantiu que a comemoração vai entrar pela noite (assista ao lado). Ricardo Goulart, Egídio e Paulão comandavam a dança.

- Temos que festejar. A tarde é uma criança, a noite é uma criança e amanhã também é uma criança. Então está todo mundo aproveitando - disse o jogador, eufórico.

Bem mais comedido, o goleiro Fábio destacou as dificuldades enfrentadas pela equipe ao longo da temporada.

- Todos os jogadores merecem essa festa. A equipe lutou muito, teve uma conquista importante e agora tem que comemorar.

Globoesporte.com